LEITURA NO COTIDIANO
À semelhança de um esporte, a
leitura pode ser treinada. É um prazer alcançado com disciplina. Deve-se
colocá-la na agenda, junto com o tempo dedicado ao trabalho e à família.
Difícil? “Praticantes” dizem que não e chamam para o treino.
Ele se prepara para mais uma aventura. Está tudo
pronto – a roupa, o sapato e a valise de rodinhas, da qual não se separa.
Juntos, irão viajar, não importa se para perto ou para longe. A distância
depende de qual história será “arrancada” do meio de seus pertences. Não, o
engenheiro Marcelo Almeida, 45 anos, não está maluco. Dentro da mala carrega
dezenas de livros, que poderão levá-lo para o século 19 ou de volta para o
futuro. Almeida é um desses sujeitos viciados em livros. Em meio aos afazeres
que sua profissão exige, arruma tempo, no início da manhã ou à noite, para ler
até quatro títulos ao mesmo tempo. É mais que um hobby. A leitura se tornou uma
causa. Partiu dele a iniciativa de criar o grupo de leitores “Conversa entre
amigos”, que se reúne mensalmente para falar de livros, em várias cidades do
Paraná. Chegou a reunir 1,5 mil participantes, uma pequena contribuição para o
desenvolvimento de uma sociedade leitora.
Contribuir é preciso. Entra ano, sai ano e o país
permanece com nota baixa nesse quesito. As estatísticas comprovam. A pesquisa
Retratos da Leitura no Brasil, divulgada este ano pelo Instituto Pró-Livro,
aponta que 50% dos brasileiros, algo como 88,2 milhões pessoas, não leem.
Desses, 30% dizem abertamente não gostar de ler. E outros 50% alegam falta
horário, com folga o motivo mais usado para explicar a má colocação da leitura
no país.
O mesmo argumento não vale para o futebol, por
exemplo, ou para a televisão – cuja preferência, de acordo com Retratos da
Leitura, saltou de 77%, em 2007, para 85%, em 2011. Tudo indica que os baixos
índices têm menos a ver com os ponteiros do relógio e mais com o lugar difícil
do livro na cultura brasileira. Ou ainda com a falta de “prática”, já que ler
com prazer exige alguma destreza.
Se alguém pensou que seria melhor dizer “hábito”
em vez de “prática”, experimente trocar a palavra. Faz toda diferença. Parte do
problema está em associar leitura com costumes incorporados ao dia a dia, como
se fosse o mesmo que tomar banho ou escovar os dentes antes de dormir. Lê-se
para ficar acordado. “Hábito é repetição mecânica. Já ler é uma prática. Demanda
reconhecimento da tarefa e habilidades específicas. Entendida como hábito, a
leitura perde sua característica mais importante, que é a de tirar do
automático, a de surpreender”, observa a pesquisadora de leitura Marta Morais
da Costa, da Universidade Federal do Paraná.
Em vez de ler “quando dá tempo”, o leitor deve é
“estar em forma” para ler em qualquer situação. Cabe a ele arrumar um lugar na
agenda e criar estratégias. Passa pela vontade, acrescenta Marta Morais da
Costa, para quem querer ler – e crer na leitura – são meio caminho andado. “Ler
tira as pessoas do senso comum”, emenda Marcelo Almeida, para quem se fiar com
os livros é uma tarefa perigosa. “Pode ser cansativo no começo. Uma atividade
árdua. Mas quem começa, vicia. Vira uma droga do bem”, proclama o homem das mil
e uma atividades e livros a tiracolo.
Debaixo do braço
A propósito, “xeretar” as práticas de leitura dos
outros é bem mais divertido do que bocejar diante dos hábitos alheios. A vida
de leitor do jornalista e professor universitário Marcelo Lima, 40, o
Marcelinho, desperta a curiosidade dos alunos. Além de reservar horários do dia
para ler – e não negociá-los –, Lima leva pelo menos três livros para qualquer
lugar que vá, da praia à fila do banco; do passeio no parque à formatura do
ensino médio do sobrinho. A leitura é um esforço. Progredir exige empenho, ao
final do qual pode estar reservado um grande prazer.
Foi o que sentiu ao conquistar, não sem um preço,
a literatura de Guimarães Rosa. “A gente chega lá se ampliar o conhecimento
linguístico e o conhecimento do mundo. Tem de olhar os livros com desconfiança.
Com paciência de matuto. Desconfiar do que parece óbvio. É assim que se aprende
a ler”. Em tempo – é importante ter sempre um lápis à mão, ainda que debaixo de
controvérsias.
Para Marcelo – o Almeida e o Lima – não tem
leitura sem rabisco na margem, desenhando ali o histórico do encontro do leitor
com o livro. Lima faz pequenos retângulos em cima dos trechos mais importantes.
Almeida é tão fissurado que anota no verso da capa quando começou e terminou a
obra, ao lado de seu desempenho na corrida de rua e anotações profissional,
prova de que a leitura se confunde a todo o resto de sua vida. Não é um
apêndice.
Pergunte a quem lê. Leitores falam do que leram,
mas também da ergonomia das poltronas, da iluminação e, sobretudo, da qualidade
do livro. “Acima de tudo tem de ser bom. Tenho que conversar com a obra e a
obra comigo”, confidencia Almeida. Leitores têm dessas coisas.
“Sem leitura, temos uma
sociedade. Com leitura, uma civilização”
Domingos Pellegrini.
fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog
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O mito do Brasil corrupto
“Isso é Brasil”!!!
Não é raro que frases como esta
se destaquem nos momentos em que escândalos de corrupção estão na ordem do dia.
Elas refletem a noção de que o problema é um mal crônico e generalizado no país.
Autor dos livros "A Cabeça do Brasileiro e A
Cabeça do Eleitor", o cientista político Alberto Almeida diz que o histórico das
pesquisas de opinião revela que esta percepção é consolidada na sociedade.
“Pessoas botando dinheiro em sacos de papel, dólares na cueca, mensalinho. O
simbolismo destes escândalos é muito forte” - diz, em entrevista por telefone
para a Gazeta do Povo.
“Todos os políticos são vistos como corruptos.”
Esta generalização, no entanto, é questionável e
pode ter efeitos negativos - de acordo com especialistas ouvidos pela
reportagem. Uma delas é a professora e coordenadora do grupo de estudos e
pesquisa sobre corrupção da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Rita de
Cássia Biason.
Para a acadêmica, questões em que há extremos de
fragilidade institucional, como no caso dos financiamentos de campanhas
eleitorais e os processos de licitação, levam a uma percepção piorada da
realidade.
“Quando olhamos para isso, obviamente a sensação
é de que estamos mergulhados num dos universos mais corruptos do mundo. Mas não
é assim” - explica Rita, para quem o Brasil não é um país de corrupção endêmica, como ocorre em Moçambique, por exemplo. Nesse último, há uma prática institucionalizada
de pagamento de “caixinha” para não haver vistoria em aeroportos. “Se a
corrupção fosse sistemática, não haveria instrumentos de controle”, destaca.
Cidadania
Um dos fatores que contribuem para o sentimento
de generalização em todos os segmentos da cultura política e social é a
subjetividade do entendimento sobre o que é a corrupção. Para Rita, é
necessário separar o ato do chamado “jeitinho”, por exemplo. “O que nos
interessa? O jeitinho, que alguns classificam como intolerável, ou a grande
corrupção? Ou o que afeta o sistema democrático, a integridade do sistema
politico? A corrupção abriu uma zona cinza, que é o que gera a percepção de que
estamos perdidos num emaranhado de universo corrupto”, diz.
Uma das conclusões das pesquisas de Alberto
Almeida aponta para a variação na tolerância à corrupção de acordo com a
escolaridade. “Quanto menor ela for, menor a importância do tema da corrupção.
O tema nunca é o mais importante mesmo para a mais alta escolarização, mas a
importância sobe”, explica.
A doutora em Ética e professora da Universidade
de Brasília (UnB) - Ligia Pavan Baptista-, liga os pontos: a política brasileira é
o reflexo de um descaso histórico com a educação no país. “O exercício da
cidadania, que vai muito além do voto, exige educação política, informação e
conscientização”, diz. “A cultura da corrupção só se desenvolve onde não há
noções de ética incorporadas em nossas ações do cotidiano. Não podemos cobrar
da classe política honestidade se, em nossas ações diárias, cometemos pequenas
infrações que comprometem o bem comum.”
Cultura corrupta
A ideia de que o Estado reflete as práticas
incorporadas em âmbitos sociais mais amplos é uma questão delicada, conforme
explica o antropólogo e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) -
Marcos Otávio Bezerra. “Muitas vezes as mesmas pessoas que são extremamente
críticas em relação aos comportamentos corruptos não deixam de pedir a
políticos ou conhecidos dentro da administração pública para agilizarem seus
processos”, aponta. “As pessoas incorporaram a concepção de que o Estado serve
para isso mesmo, e não é possível outra relação senão essa de conseguir
viabilizar benefícios específicos.”
Mas o argumento de que a prática é uma herança
cultural que remonta aos tempos da colonização tem um entendimento controverso.
A transferência de uma cultura do privilégio e da desigualdade para o
funcionamento do Estado é reconhecida por pesquisadores, mas os seus efeitos
práticos são questionados.
“Não acredito que a corrupção no Brasil seja uma
herança cultural ou mesmo algo que esteja preso ao sangue do brasileiro. Seria
um tipo de determinismo muito inocente e que não apresenta soluções para este
problema. Penso que as causas da corrupção estão na manutenção de um padrão
tradicional e personalista de se fazer política no Brasil”, opina o professor
do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) - Fernando Filgueiras. “Precisamos compreender que o enfrentamento da
corrupção é um processo, que teve início com a democratização em 1988, e que
demanda a construção de instituições sólidas.”
Bezerra alerta para a noção de uma cultura de
corrupção que, de acordo com ele, existe, mas não pode ser entendida como
imutável. “Se entendemos cultura como um conjunto de práticas historicamente
constituídas, o modo como as pessoas têm se relacionado e compreendido a
administração pública, aí se pode falar em algo cultural, mas não como uma
coisa que não pode ser transformada”, diz.
Rita Biason destaca o aspecto institucional como
o mais importante para a questão. Para a pesquisadora, a corrupção não é um
caso de subdesenvolvimento – e os casos em países desenvolvidos como o Japão
ilustram isso. A questão é de má gestão administrativa, e o Brasil está
consolidando suas instituições.
“Cultura você não supera com medidas políticas,
com decretos, com leis. Cultura você supera com educação, e aí vamos precisar
de mais 200 anos. Mas quando olho para processos como a urna eletrônica, a Lei
de Acesso à Informação, a Lei de Improbidade Administrativa, a Lei da Ficha
Limpa e outros sucessos saudáveis que tivemos no processo pós-democratização,
obviamente vemos outra realidade”, aponta. “Os mitos prejudicam mais que
ajudam”.
Um combate
permanente
São inúmeras as fragilidades comumente citadas
como sendo as brechas para a disseminação da corrupção: financiamento de
campanhas eleitorais, licitações, dificuldade na implementação de políticas
públicas, corporativismo nos mecanismos de controle. Na opinião dos
entrevistados pela Gazeta do Povo, trata-se de problemas estruturais que podem
ser resolvidos. No entanto, a corrupção nunca será erradicada e o seu
enfrentamento deve ser permanente.
“Em qualquer sistema político sempre há níveis de
corrupção”, diz o cientista político e professor da UFPR - Ricardo Costa de
Oliveira. “Em qualquer lugar do mundo sempre tem essa dinâmica de escândalos,
de processos, sempre se corre atrás de prejuízos”, ressalta o professor, que
lembra de uma figura um tanto esquecida nos escândalos políticos: o corruptor.
“Para que haja o corrupto, tem que haver o corruptor e toda uma cultura
empresarial que vive dependendo desta prática.”
A política, uma atividade cara, permeada de
interesses e formas de cooptação, além de um potencial mecanismo de
enriquecimento individual, se torna um campo sempre sujeito a oportunismos. “A
corrupção é intrínseca à própria política”, afirma a professora da Universidade
Estadual Paulista (Unesp) Rita de Cássia Biason.
De acordo com o antropólogo e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) - Marcos Otávio Bezerra, a democracia, por mais contraditório que isso pareça, fomenta práticas corruptas por meio do processo eleitoral. “Mas a própria democracia oferece instrumentos possíveis para combatê-la”, diz Bezerra. “Assim como educação, saúde, políticas públicas voltadas para o coletivo, é importante que a corrupção também seja colocada como uma preocupação permanente do Estado, não de um governo. Aí, os casos serão tratados da maneira séria como merecem, não politicamente, como vem acontecendo”, explica.
De acordo com o antropólogo e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) - Marcos Otávio Bezerra, a democracia, por mais contraditório que isso pareça, fomenta práticas corruptas por meio do processo eleitoral. “Mas a própria democracia oferece instrumentos possíveis para combatê-la”, diz Bezerra. “Assim como educação, saúde, políticas públicas voltadas para o coletivo, é importante que a corrupção também seja colocada como uma preocupação permanente do Estado, não de um governo. Aí, os casos serão tratados da maneira séria como merecem, não politicamente, como vem acontecendo”, explica.
A professora da Universidade de Brasília (UnB)
- Ligia Pavan Baptista chama a atenção para a mesma questão. “A corrupção é o
maior entrave ao desenvolvimento do Brasil”, afirma, amparada pelas estimativas
bilionárias do custo da corrupção para o país.
Participação
Aliada às reformas estruturais, a participação da
sociedade é apontada como um meio fundamental de combate à corrupção e, ao
mesmo tempo, o ponto sujeito aos efeitos mais preocupantes de uma banalização
do problema.
“É visível que a corrupção afeta a legitimidade
das instituições. No Brasil, afeta principalmente o Congresso Nacional e os
partidos políticos. Todavia, essa desconfiança dos cidadãos em relação à
política tradicional não significa a desconfiança com relação à democracia, como
já foi no passado”, explica o professor do Departamento de Ciência Política da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Fernando Filgueiras.
Rita de Cássia Biason também vê a questão de um
ponto de vista otimista. “Meu temor não é que a corrupção se consolide, mas que
gere uma apatia da sociedade. Mas o fato de as pessoas estarem indignadas com a
corrupção que se alastra é um movimento contrário à apatia”, aponta. A
pesquisadora reforça, no entanto, que é preciso haver punição para evitar a
indiferença da sociedade. Neste caso, o julgamento do processo do mensalão, que
acontece a partir de 2 de agosto, é um capítulo importante – com o que concorda
Ligia Baptista.
“O maior perigo da sensação de impunidade para
crimes de corrupção no país é produzir essa generalização, e, como consequência
dela, uma inércia e um ceticismo em relação à esperança de que nós podemos
alterar esse cenário”, destaca Ligia. “Será um grande exemplo para o país se os
considerados culpados forem punidos com penas exemplares.”
fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog
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A Música como Necessidade (Alvaro Siviero)
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A Música como Necessidade (Alvaro Siviero)
Os seres humanos possuem características comuns que o identificam
como tal. A filosofia grega, jogando luz sobre a realidade humana,
verificou serem a Unidade (Unum), Bondade (Bonum), Verdade (Verum) e a Beleza (Pulchrum)
categorias do ser humano, o que não é difícil de verificar. Uma pessoa
que fere, a título de exemplo, a unidade – comportando-se com
duplicidades de atitude – arranha a imagem esperada do ser humano
íntegro, assim como uma pessoa que falte com a bondade ou a verdade. No
entanto, a tão almejada estabilidade de comportamento, também no terreno
emocional, só é possível quando há ajuste em nosso centro vital, quando
há calma, paz e serenidade suficientes para entender a vida como ela é.
Esse sentido de perspectiva só se consegue com a reflexão e
contemplação: com interiorização. Não é por acaso que o contato com o
Belo, com a Beleza, transforma-se em necessidade.
O vazio de muitos – essas autênticas neuroses de vazio – é muitas
vezes erroneamente combatido com trabalho e, tantas outras vezes, com a
diversão e suas variantes: o jogo, a bebida, as drogas, as relações
fúteis, festas e reuniões superficiais, a boa mesa, o “corre-corre”
frenético, as viagens que nos levam a ver tudo sem se deter em nada, a
vontade quase irracional de mudar de lugar e de sentir sempre novas
experiências. E acabam matando a sede com água do mar. Saem de uma fuga –
o trabalho – para entrar noutra – a diversão. Ou melhor: enchem o vazio
com um vazio ainda mais denso. É o que relata o psiquiatra judeu Viktor
Frankl: “Nós, os psiquiatras, mais do que nunca, nos encontramos com
pacientes que se queixam de um sentimento de futilidade. Permitam-me
citar – continuava Frankl – uma carta que recebi de um jovem estudante
americano: “Tenho 22 anos, um diploma, carro, previdência social e a
disponibilidade de mais sexo do que necessito. Agora, apenas preciso
explicar a mim mesmo qual o sentido de tudo isso”.
A verdadeira arte, o verdadeiro artista e a Música – estou convencido
disso – devem transcender e nos tornar capazes de ouvir e enxergar, com
maior sensibilidade e riqueza, o sentido último e profundo das coisas. E
a resposta não está fora: está dentro. Faz falta olhar para dentro de
si. O artista erudito (“ex-rude”) deve ser um instrumento catalisador
desta transformação, deste desembrutecimento ao que se propõe. Uma nova
visão da cultura: ser uma ponte entre o mundo da Beleza e a realidade
diária, tendo consciência de sua verdadeira vocação e responsabilidade. O
artista, quando corrompido em sua essência, perverte seu verdadeiro fim
e acaba comprometendo sua própria arte. O artista foi feito para as
alturas. E como diz o ditado: “Quanto maior a altura, maior pode ser o
tombo”.
fonte: www.estadao.com.br/blogs
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Bennett e os deputados federais: em Brasília 19 horas
Penúltimo dia em Brasília. Hora de acompanhar o que acontece no lado cômico, digo, côncavo do Congresso. O lado da Câmara dos Deputados. Onde habitam... Tiririca, Paulo Maluf e grande elenco!
“Você quer falar com algum político?” “Não, melhor ficar só observando”, respondi. Eu não falo com políticos. Eu não gosto de políticos. Por que deveria me submeter a seus perdigotos, pensei. Millôr Fernandes: “A relação pessoal é um ato de conivência imediata”. Eu acredito nisso. Não tenho nojo de perdigotos. Mas tenho de políticos.
O fato é que acabamos falando com dois políticos. De todo blablablá que consegui filtrar do que disseram, duas frases ficaram. A primeira: “eu tenho um vereador lá na minha cidade”. Claro, muitos deputados criam cabeças de vereador em seus currais eleitorais, por que o espanto? Como sou leigo nessas coisas.
A outra frase, dita por um deputado do Paraná (vai com erro de concordância mesmo): “90% das pessoas que está aqui é vagabundo”.
Se você está no Congresso mas não sabe se está no lado da Câmara dos Deputados ou no lado do Senado, é só olhar para o chão: a única coisa que os difere é o carpete. O do Senado é azul, o da Câmara é verde. Agora, se você for daltônico meu amigo, talvez você fique na dúvida para todo o sempre...
Ideia para um livro de ficção: Um contínuo entra no Congresso para entregar uma encomenda a alguém e nunca mais consegue achar a saída de volta, ficando lá preso para sempre e desenvolvendo todo tipo de trauma psíquico. O André Gonçalves ficou de escrever a história e eu de ilustrá-la.
Besteira esse negócio de carpete verde na Câmara. Aquele lugar, para alguns, não passa de curral político. Então acho que se jogassem serragem estaria de muito bom tamanho.
A primeira coisa que vejo no plenário da Câmara é uma daquelas cenas que parecem saídas de um esquete do Justo Veríssimo, de Chico Anysio: um deputado escorre toda sua demagogia em um discurso viscoso para a assombrosa plateia de UMA pessoa. O tema? Realismo fantástico: como o senador José Sarney levou o desenvolvimento para o Maranhão!
Pela sua descrição o Maranhão tem o IDH da Holanda, a renda per capita da Noruega e sua economia é mais ou menos do tamanho da Alemanha. Tá, e eu me chamo Stanislaw Ponte Preta e estou agora escrevendo um capítulo do Febeapá.
Cruzo duas vezes com ACM Neto pelos corredores. Ele é realmente baixinho. É praticamente um hobbit. Aquele terno com riscas de giz faz ele parecer um integrante da Quadrilha da Morte, aqueles gângsteres nanicos que faziam a segurança de Penélope Charmosa no desenho da Hanna-Barbera, lembram?
Vemos o Tiririca em ação. A concentração dele é toda para não bocejar na frente da ministra da Cultura Ana de Hollanda, que presta contas aos deputados sobre alguma besteira que fez. Tiririca tem a atenção de um lontra numa ópera de Leoncavallo. O que o mantém mais ou menos esperto é o fato de estar sendo tietado por fotógrafos e bajuladores profissionais. Ele dá sorrisinhos, faz sinal de positivo, pisca e faz aquele beicinho clássico. Se pudesse jogava uma bolinha de papel na cabeça de Stepan Nercessian, o menino levado sentado ao seu lado.
Fui sacar dinheiro num caixa eletrônico dentro da Câmara. Passaram uns caras de terno e gravata e chamando uns aos outros de excelência. Fiquei com medo de cair no golpe da saidinha.
Hoje é dia de votação no plenário. A Lei sobre liberação de bebidas nos estádios está em pauta. Há a muvuca de sempre, todos ao redor dos microfones, defendendo a mais nobre de todas as causas: a causa própria.
É estranho estar ali. É estranho chegar perto de Anthony Garotinho, ver Inocêncio de Oliveira, João Arruda, Paulo Maluf, todos muito próximos uns dos outros. Me lembrou aquele filme Warriors- Guerreiros da Noite, que começa com uma convenção de gângsteres de todo lugar do país.
O epíteto de alguns deputados devia ser “condenado” ou “investigado”. Depende do grau de importância do sujeito.
Os chargistas desenham políticos como ratos, abutres, hienas, porcos. Chamam-nos de ladrão, mau caráter, corrupto. E eles nem dão bola. A partir de agora vou começar a chamá-los de “honesto” para ver se eles ficam bravos.
Fiquei a dois polegares de Paulo Maluf. Achei que seria como me aproximar de Pat Garret ou Clyde, de Bonnie & Clyde. Mas não. A sensação foi exatamente ao contrário. Senti um certo desprezo. Me pareceu mesquinho, abraçando e fazendo piadas com outros deputados. Aliás, foi a mesma coisa com Renan Calheiros. Não era como se eu estivesse perto de alguém com a aura de um Vito Corleone. Não, eram apenas duas criaturas bivalves que estavam ali na luta pela sobrevivência da espécie.
Se me perguntarem: o Congresso brasileiro funciona? Funciona, mas é como se fosse um transatlântico a base de manivela. Tudo é lento, complicado, frágil, suspeito, burocrático, atravessado. Mas sou otimista crônico e acho que, mesmo com essas pessoas conduzindo o transatlântico, ainda temos alguma chance de incluir positivamente as palavras “Brasil” e “civilizado” numa mesma frase.
Em frangalhos. Os dias no Congresso são longos como os corredores do parlamento. Antes de dormir os nomes dos políticos povoam minha cabeça na voz de Alexandre Garcia. Mozarildo. Epitácio Cafeteira. Demóstenes Torres. José Agripino. Nomes que ouço há décadas na tevê. Fico com medo de sofrer de Shell Shock depois de visitar o Congresso.
Fim de história. Hora de voltar para a casa.
Agradeço a André Gonçalves pela assistência e Marcos Tavares pelo terno emprestado.
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Pensamentos Escritos
Gui Vogel
Curitiba, 06 de janeiro de 2012
- INSPIRAÇÃO E O FLUIR DO TEMPO-
Suas “Magias” na Vida Cotidiana
parte I
parte I
Amigos leitores,..., Gente Boa!!
Desde já,..., aquele fraterno abraço!
As entrelinhas abaixo foram criadas a partir de uma inspiração que surgiu após uma prazerosa leitura do livro de Stephen Machmanovitch – intitulado “Ser Criativo”.
Desejo ótima leitura e infindas inspirações para todos!!!
E,..., desde já lembrem:
“Os olhos enxergam mais nos ‘sonhos’, do que a imaginação em ‘estado de alerta’!!!”
Adelante!!!!!
Adelante!!!!!
A criação de um simples verso traz consigo uma incrível corrente de energia, coerência e clareza. Exaltação e exultação! Ou seja, gera-se uma espécie de excitação, “descontrole” emocional; ao mesmo tempo em que se experimenta um estado de regozijo. Nesse instante, a beleza é palpável! É viva!! Nosso corpo torna-se “forte e leve”. E, a mente, parece flutuar facilmente pelo mundo!
Vivenciada como um flash, a inspiração - sem qualquer dúvida -, é uma experiência revigorante. E, o que é mais delicioso, é saber que tal estado físico e emocional poderá prolongar-se por toda a vida!
Da inspiração, surge a improvisação, também chamada de extemporização. Isto é, um sentimento que se encontra “fora do tempo”, da mesma forma que “provém do tempo”. Nesse contexto, é interessante observarmos que o simples ato de falar caracteriza-se pela forma mais simples e natural de improviso. As frases que recitamos durante um diálogo corriqueiro - naquele bom minuto de prosa -, talvez nunca tenham sido ditas. E, além disso, é interessante observar que talvez nunca mais venham ser ditas daquela forma peculiar. Portanto, acabamos de improvisar! É claro que, infelizmente, existem bons e maus improvisadores! Mas, nesse presente devaneio deixaremos tais questões de lado.
“Toda conversa é uma forma de Jazz!”, certa vez afirmou Stephen Machmanovitch.
Em outras palavras, todos nós somos improvisadores. E, então, levanta-se uma questão: O que precisamos para improvisar?
Primeiramente, jamais poderemos esquecer que a improvisação nada mais é que um mágico instante de criação. Depois, deixo aqui um recado:
“Basta seguirmos o FLUIR DO TEMPO e o DESDOBRAR DE NOSSA CONSCIÊNCIA!!!”
À semelhança do músico de jazz, todos nós somos improvisadores e, portanto, CRIAMOS algo!
Durante o processo de criação de uma obra de arte, bem como de um outro qualquer ato criativo, nós passamos por diferentes etapas. Algumas dessas são reveladas ao nosso consciente. Outras, entretanto, permanecerão nos níveis da inconsciência. (conversaremos sobre esses assunto no próximo encontro). Porém, antecipo informações sobre dois momentos distintos deflagrados pelo ato criativo:
1) Momento da inspiração, no qual uma intuição de beleza, de verdade chega ao artista, que sente um envolvimento completo, um arrebatamento, uma absorção. Eis a “luz”! Eis o insight”. Agora, tudo que o rodeia é ignorado por ele. O mundo e o tempo param. Por vezes, sua respiração cessa por poucos segundos, ou então torna-se entrecortada. O coração acelera-se, a pressão sangüínea sobe, o apetite diminui.
2) Momento da Luta, no qual o artista trava uma difícil batalha para que a inspiração mantenha-se durante um intervalo de tempo suficiente para que a mesma possa – definitivamente-, materializar-se no mundo físico. Isto é, para que o pensamento brotado da inspiração possa tornar-se realidade. Em outras palavras, para que a “beleza” e a “luz” tornem-se reais, seja na tela, seja na música, seja no papel, seja na pedra, seja na cena, bem como, nos corriqueiros atos do dia-a-dia.
Tal como muitas outras sensações de belezas e alegrias, o instante da inspiração também poderá ser fugaz, efêmero. Para que nossa inspiração torne-se algo tangível, ela precisa manter-se no tempo. De fato, criar algo apenas no momento da comunhão com a inspiração, será o mesmo que fazer sexo apenas no momento do orgasmo. Com isso, é necessário que esse estado d’Alma seja mantido. Portanto, é de extrema importância o momento da luta.
É justamente aí que entra o papel fundamental do improviso. Através dele, o insight poderá prolongar-se até que se crie um aspecto homogêneo nas atividades cotidianas. Sem dúvida alguma, o ideal – ao qual poderemos (e deveremos) nos aproximar -, é representado por um contínuo fluxo de revelações e iluminações espontâneas. Ou seja, de inspirações.
No entanto, parece que jamais atingiremos essa meta, pois todos nós sofremos periodicamente variados graus de bloqueios mentais.
Parece!!! Mas,.., não é!!!!!
Devemos nos esforçar para trazer às atividades rotineiras, toda a LUZ, PROFUNDIDADE e SIMPLICIDADE contidas na “MAGIA DA INSPIRAÇÃO”!
A pergunta que paira no ar é:
COMO FAZER ISSO????
Basta levarmos uma Vida Ativa! Sem nos prendermos tanto aos roteiros enfadonhos! E, acima de tudo, fazermos algo sem se preocuparmos com o resultado! Simplesmente porque o “fazer” é, em si, “o resultado”!!!!!! (lindo isso, não é??!!!)
De fato, a música, o teatro, a dança, a pintura, enfim,..., a arte de uma forma geral, é – na verdade-, uma porta à mais completa experiência na vida cotidiana. Mas, não se enganem! A arte propriamente dita não é o “passa-porte” à inspiração e toda à sua magia! Mas, a VIDA e todas as suas experiências, com certeza é!!!!!!
Gente Boa,..., então,..., FAÇAMOS!!!!
Pois, o “FAZER” é em si, “O RESULTADO”!
Deixem o TEMPO FLUIR e o nossa CONSCIÊNCIA DESDOBRAR-SE!!!”
Assim, surge a INSPIRAÇÃO e, por conseguinte, a CRIAÇÃO!!!!!!!
Pois, o “FAZER” é em si, “O RESULTADO”!
Deixem o TEMPO FLUIR e o nossa CONSCIÊNCIA DESDOBRAR-SE!!!”
Assim, surge a INSPIRAÇÃO e, por conseguinte, a CRIAÇÃO!!!!!!!
Beijos e abraços de cores nos vossos Corações!
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Gui Vogel
Curitiba, 03 de Janeiro de 2012.
Amigos,..., Gente Boa!!!
Assim que eu tive a felicidade de contemplar a frase que cito em seguida, pensei - de imediato -, trazer a vocês minhas divagações sobre o assunto exposto pelas palavras ojetivas e sábias do autor, cujo nome infelizmente não recordo (uma pena mesmo!!!).
Adelante!!!!!!
"Para fazer qualquer coisa com arte é preciso adquirir técnica. Sim!!! Mas, a verdade é que criamos por meio da nossa técnica - e, não-, com ela!!!!"
Ao parar para refletir sobre tal afirmação (dita através de palavras objetivas e sábias), de imediato concluímos que poucos são os verdadeiros Artistas!
E, faço questão de mencionar a palavra Artista com "A" "MAIÚSCULO". Ou seja, trata-se de um substantivo,..., de um nome próprio, dotado de todos os infindos valores inerentes ao mesmo!
Pensando bem, o que mais existe nesse mundo afora são "arteiros". Isto é, indivíduos que - dotados de certa técnica -, juram expressar-se adequadamente. No entanto, são idôneos "analfabetos" no que diz respeito ao "vocabulário Artístico"!
Deixo a qui a pergunta:
O que é Arte??
E,..., uma outra:
O que é expressão Artística??
No presente, limitarei minhas divagações à uma assertiva apenas:
Excesso de virtuosismo - ou seja, tão e somente a técnica -, na minha opnião nunca será Arte!!!!
Na música e na pintura, por exemplo, isso será revelado como um barulho e um borrão, respectivamente.
A Arte - como substantivo -, antes de qualquer coisa deve expressar o que o Coração e a Alma sentem. Assim sendo, o Artista deverá ser - frente à qualquer objetivo que o anteceda-, um indivíduo de extrema sensibilidade perante o mundo e tudo que o cerca. Portanto, deverá ser um fiel observador, contemplador, amante, degustador da Vida. Deverá apresentar boas doses de eloquencia, entusiasmo e - como afirmou Erasmo de Rotterdam no seu magnífico livro intitulado "Elgio da loucura" -, é necessário que tenha a "boa loucura".
Por isso encerro minhas palavras afirmando que são poucos os Artistas Verdadeiros.
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As oitavas de Tchaikowsky - Lembranças de um Concerto
Caros amigos leitores!!! Gente Boa!!!!
Após assistir o Concerto comemorativo dos 90 Anos da Gazeta do Povo, no qual foi interpretado o "furioso" e triunfal Concerto n 1 para piano de Piotr Ilitch Tchaikovsky, enviei um email endereçado ao meu amigo e entusiasta Alvaro Siviero, pianista que encarregou-se por "iluminar" esse memorável evento! Nas entrelinhas abaixo, encontram-se os comentários que traduzem o sentimento que tomou conta não apenas de mim, mas,..., de muitos (senão todos) os que estavam presentes no Teatro Guaíra, na noite do dia 21/08/2008!
Após assistir o Concerto comemorativo dos 90 Anos da Gazeta do Povo, no qual foi interpretado o "furioso" e triunfal Concerto n 1 para piano de Piotr Ilitch Tchaikovsky, enviei um email endereçado ao meu amigo e entusiasta Alvaro Siviero, pianista que encarregou-se por "iluminar" esse memorável evento! Nas entrelinhas abaixo, encontram-se os comentários que traduzem o sentimento que tomou conta não apenas de mim, mas,..., de muitos (senão todos) os que estavam presentes no Teatro Guaíra, na noite do dia 21/08/2008!
Adelante!!!!
Olá Meu Amigo Alvaro!
Hoje pela manhã,..., estava eu,..., me deliciando com o concerto de Tchaikovsky que você interpretou na semana passada,.., mais precisamente com o terceiro movimento, quando, então,..., resolvi tentar traduzir - em palavras - aquilo que assisti, admirei e imortalizei na minha memória!
Uma cena interpretada por você - e, para qual -, infelizmente faltaram registros fotográficos e cinematográficos para que muitos compreendam o que tenho a dizer!!!!!
Falo da parte que antecede a "fúria das oitavas”!
Neste instante, totalmente entregue à exaustão - tamanha complexidade deste belíssimo concerto - e,…, prevendo o imenso desafio que o esperava, o virtuose Álvaro Siviero olhou fixamente para cima,..., em direção à iluminação do Teatro Guairá!
E,..., assim,…, permaneceu!!
Até o ultimo compasso antes de mergulhar naquele contra-ataque furioso!
Um rapaz que sentava ao meu lado exclamou: "Meu Deus"!!!!!!!
Até agora,..., acredito que esta expressão tenha revelado o seu encanto por aquele momento, bem como,…, o seu "pavor"!
Digo isso, pois parecia que o grande pianista estava totalmente absorvido por aquele mágico instante e,…, não retomaria sua atenção ao teclado do Steinway Grand Concert no momento exato!
A forma como ele contemplava algo foi – de fato -, misterioso!
Sem contar com a minha preocupação quanto à visibilidade que ele teria daquele infindo teclado, após mirar tão profundamente os refletores de fortes luzes brancas!!!
Mas não!
Isso não seria um problema, pois com certeza,…, ele enxergava além daquelas fontes luminosas.
Muito além!
Foi,..., de outra forma,..., um ultimo pedido de Benção para aquela ultima descarga de adrenalina que tomaria conta de si!!!
Na sequência,…, ele deixa que o negro e robusto "Grand Concert" esbraveje a impetuosidade das toneladas contidas nas suas cordas,..., e, assim,…, com a "ira" mesclada à paixão e ao romantismo, Alvaro Siviero dispara a incessante seqüência de oitavas que parecem colocar abaixo as paredes do saudoso teatro Guaíra!!!
Bravo! Bravíssimo!!!!!
Meu Amigo,.., é isso! Sem dúvida alguma, esse foi um mágico momento contemplativo que ilustrou perfeitamente quem é você frente ao piano!!!
Um abraço Grand Concert! Bons ensaios para os próximos concertos!
Até!!
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Observatório
Ao entardecer, pergunto-me:
- Para onde o vento soprará? E, quando isso acontecer, para onde meu Ser será carregado? De Corpo e Alma?
No instante atual de divagação, tal pergunta parece que pouco importa! Afinal, sobre o amanhã, ou mesmo sobre o hoje - isto é, sobre quem somos e quem seremos -, caberá ao tempo administrar e escolher!
Basta ter Fé!!!! A boa Fé!!!
Fé que procuro expressar mediante alguns pensamentos e algumas frases!
Uma delas é de minha autoria e diz:
"É preciso dar tempo ao tempo!!!"
Outras frases, trazem o nome do pianista e grande amigo entusiasta Alvaro Siviero, onde ele afirma categoricamente:
"Solte o freio de mão!" ; e ,..., "Sonhe Alto!"
Ambas expressões traduzem a boa fé que eu menciono e que revelam a despreocupação total e completa com o período de "seca", ou de "dilúvio"; com a "fome", ou a "sede",..., com o "medo",..., com o óbito!!
Isso, pois, a Vida Suprema sempre é e sempre será citada como Bella!
Vida,..., simplesmente Vida!!!!!
E,.., como eu costumo afirmar: "O resto vem de brinde!!"
Como dissera Charles Baudelaire:
"- Embriaguem-se! Com vinho, poesia ou virtude! A escolher, mas embriaguem-se!!!"
Enfim, meus caros,..., embriaguem-se,..., soltem o freio de mão,..., sonhem alto e,..., dêem tempo ao tempo!!
Eis as respostas frente à qualquer questão,..., frente à qualquer titubeação.
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