Noticiário Beaux-Arts

Guida alla Galleria degli Uffizi a Firenze


    La Galleria degli Uffizi è uno dei musei più famosi al mondo per l’eccezionale patrimonio artistico che conserva al suo interno, per la maggior parte capolavori rinascimentali. Buona parte delle opere che costituiscono l’odierna collezione degli Uffizi fu donata al Granducato di Toscana dall’ultima discendente della dinastia dei Medici, “affinché esse rimanessero per ornamento dello Stato, per utilità del Pubblico e per attirare la curiosità dei Forestieri”.
   Situati nel cuore di Firenze, gli Uffizi ospitano capolavori di Botticelli, Giotto, Cimabue,Michelangelo e Raffaello, per citare gli artisti più conosciuti, ed in generale opere dal XII al XVII secolo. La Galleria degli Uffizi è una meta imprescindibile per chiunque si trovi a Firenze ed inToscana ed ospita ogni anno più di un milione di visitatori. Gli Uffizi, assieme ai Musei Vaticani, sono i musei italiani più visitati da turisti di tutto il mondo e le lunghe code all’ ingresso della Galleria sono famose almeno quanto i suoi capolavori!
    Se il tempo da dedicare alla visita di Firenze è limitato e vuoi evitare la lunga fila alla biglietteria, consigliamo di prenotare i biglietti online, oppure una visita guidata con guida professionale per una esperienza ancora più unica. Uffizi.org è un sito curato da un team che vive a Firenze ed ama la città e la sua arte e non ha alcuna connessione diretta con il museo degli Uffizi, né lo rappresenta in alcun modo.
fonte: http://www.uffizi.org/it/


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2014

Palcos de Curitiba,..., à espera das maiores estrelas


      Desde que teve a reabertura autorizada depois de mais de cinco anos fechada, a Pedreira Paulo Leminski está cercada de expectativas. Sua interdição foi apontada como o principal motivo para Curitiba ficar de fora de turnês de grandes artistas, principalmente internacionais. Confirmado o show de abertura – o de Roberto Carlos, em março –, espera-se pelo anúncio do próximo grande show. “Como a Pedreira foi liberada só em janeiro, estamos correndo atrás do prejuízo para tentar fazer um quadro positivo para 2014, porque grandes shows são tratados com muita antecedência”, explica Hélio Pimentel Filho, diretor de operações da DC Set Promoções – empresa que detém a concessão para administrar a Pedreira. “Mas a tendência é que Curitiba volte a ser como no final da década de 90 e no início dos anos 2000, quando era uma cidade que recebia normalmente grandes shows”, diz. Outros fatores devem influenciar o cenário de espetáculos no país em 2014, conforme explica Fábio Neves, diretor da Seven Entretenimento. “Este é um ano meio parado. Temos Carnaval em março, a Copa do Mundo em junho e julho, eleições em outubro. Há poucos meses úteis, digamos assim”, pondera. “Com shows, estamos sendo cautelosos, escolhendo bem e fazendo a melhor negociação possível”, diz. Enquanto novas confirmações não chegam, resta se programar para as atrações dos outros grandes espaços da capital paranaense. O Caderno G (gazeta do povo) reuniu as principais:

Avenged Sevenfold: Em sua quinta vinda ao Brasil, a banda de metal alternativo passa pela capital paranaense com a turnê do álbum Hail to the King. Curitiba Master Hall: R. Itajubá, 143, Portão. Quando: 19 de março, às 22 horas. Ingressos: R$ 246 e R$ 126 (meia-entrada). Assinantes da Gazeta do Povo têm 50% de desconto na compra de dois bilhetes por titular. Informações: (41) 3315-0808 e (41) 3442-6851. Classificação indicativa: 16 anos

Hugh Laurie e a Copper Bottom Band: O músico e ator britânico – conhecido pelo seriado House –, vem pela primeira vez no Brasil, apresentando o repertório de blues de seus dois álbuns. Teatro Positivo – Grande Auditório: R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300Quando: 25 de março, terça-feira, às 21 horas. Ingressos: de R$ 181 (meia-entrada) a R$ 476. Informações: (41) 3317-3107 e (41) 3315-0808 (Disk Ingressos). Classificação indicativa: livre (menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis)

Zé Ramalho: O trovador volta à capital paranaense para mais um show com os seus clássicos. Guairão: R. Conselheiro Laurindo, s/nº, Centro. Quando: 22 de março, sábado, às 21 horas. Ingressos: de R$ 96 (meia-entrada) a R$ 286. Assinantes da Gazeta do Povo têm 50% de desconto na compra de dois bilhetes por titular. Informações: (41) 3304-7900. Classificação indicativa: livre

Guns´n´roses: O ícone do hard rock volta ao Brasil pela primeira vez desde o Rock In Rio de 2011. Estádio Durival de Britto: R. Engenheiros Rebouças, 1.100. Quando: 30 de março, domingo, às 21 horas. Ingressos: de R$ R$ 176 (meia-entrada) a R$ 660 (inteira), de acordo com o setor (as arquibancadas estão esgotadas). Assinantes da Gazeta do Povo têm 50% de desconto na compra de um bilhete por titular. Informações: 4062-1214 e blueticket.com.br. Classificação indicativa: 18 anos


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2013


Vanessa da Mata lotou Guairão com tributo a Tom Jobim


A cantora Vanessa da Mata encerrou em Curitiba a turnê nacional do projeto Viva Tom Jobim nesta sexta-feira (29), no Guairão. Acompanhada por seis músicos mais uma mini-orquestra de cordas com oito componentes, a artista mato-grossense interpretou as músicas mais conhecidas do compositor e cantor carioca com arranjos que foram do tradicional (“Fotografia”) a roupagens mais modernas, com sonoridade pop (“Este Seu Olhar”).
Com o Guairão praticamente lotado – sobraram poucos lugares no segundo balcão –, Vanessa aproveitou para fazer um longo bis em que relembrou algumas músicas de sua carreira autoral. Depois de descer do palco e cantar enquanto percorria as fileiras da plateia, a cantora e compositora pediu ao público que se levantasse para dançar músicas como "Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias" (de seu álbum homônimo de 2010). Foram cerca de duas horas de show.
Estudada na obra de Tom e segura no palco (o repertório inclui versão a capela de “O Que Tinha de Ser”), Vanessa contou histórias e explicou detalhes de composições do maestro como “Samba de Uma Nota Só”. “Cantar Tom Jobim é um presente divino”, disse, antes de ser acompanhada por coro da plateia em “Wave”.
Músicas como “Sabiá” foram sublinhadas por projeções de fotografias de época e vídeos em um telão que compunha o bem-feito cenário do show.
O bis, que repetiu “Falando de Amor”, “Dindi”, “Eu Sei Que Vou Te Amar” e “Garota de Ipanema”, teve tom de comemoração ao encerramento da turnê do projeto iniciado em abril. Patrocinado pela Nivea, o Viva Tom Jobim incluiu o lançamento do CD “Vanessa da Mata Canta Tom Jobim”. Os arranjos são assinados por Eumir Deodato e a produção musical é de Kassin.



A eternidade dos 100 anos de Vinicius de Moraes


    Um de nossos maiores poetas, Carlos Drummond de Andrade, afirmou: “Eu queria ter sido Vinícius de Moraes. Foi o único de nós que teve vida de poeta, que ousou viver sob o signo da paixão.” De certo modo, todos nós desejamos um dia ser Vinícius de Moraes, pela riqueza da sua vida, variedade da sua experiência e excelência do seu canto.
    Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes – aos nove anos vai com a irmã Lygia a um cartório no centro do Rio e muda o nome para Vinicius de Moraes – nasceu (19/10/1913) e morreu (9/7/1980) no bairro da Gávea. O círculo que se fechou no Rio abrangeu o mundo: Europa, França e Bahia – Estados Unidos, Argentina e Uruguai. O avô paterno era latinista e poeta, a avó fazia versos. O pai, funcionário público, arranhava um violino e poetava; a mãe tocava piano. A família ainda era cheia de boêmios e seresteiros. Vinicius começou a versejar cedo, aprendeu violão e formou no colégio um conjunto com três colegas, os irmãos Tapajós. Aos 25 anos, ganhou uma bolsa para estudar língua e literatura inglesa em Oxford. Começa aí sua extensa carreira amorosa. Em Oxford, casa por procuração com Beatriz Azevedo de Melo, que ficaria conhecida como Tati de Moraes. Em 1939 estoura a Segunda Guerra e ele volta ao Brasil, onde nascem os primeiros filhos: Susana (1940) e Pedro (1942). Poema enjoadinho: “Filhos... Filhos?/Melhor não tê-los!/Mas se não os temos/Como sabê-lo?” Para Tati compõe em 1941 o “Soneto de Fidelidade”: “Eu possa me dizer do amor (que tive):/Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure.” O casamento com Tati não é eterno, mas dura quase uma eternidade, para os padrões do poeta: 11 anos.
    Em cerimônia secreta numa igreja de Petrópolis, Vinicius celebra um brevíssimo segundo  “casamento” com Regina Pederneiras, arquivista do Itamaraty. Regina leva de lembrança o poema “Balada das Arquivistas”. Vinicius entrou na carreira diplomática aos 30 anos. Três anos depois, como vice-cônsul em Los Angeles, conhece a nata do cinema e do jazz, sua paixão.
    Em 1951, numa boate de Copacabana, o cupido é Rubem Braga: “Vinicius de Moraes, apresento-lhe Lila Bôscoli. Lila Bôscoli, apresento-lhe Vinicius de Moraes. E seja o que Deus quiser”. Deus quis uma paixão fulminante. O dobro da idade de Lila, Vinicius tem duas filhas com ela, Georgiana (1953) e Luciana (1956), e dedica à mulher o “Poema dos Olhos da Amada”. Apesar desse imenso amor, Vinicius se apaixona em Paris pela manequim de Dior Mimi de Ouro Preto. Rechaçado, tranca-se na cozinha, veda todas as frestas e abre o gás. Por sorte, a mãe de Lila chega mais cedo em casa e salva o poeta da tentativa gauche de suicídio.
     Em 1957, Vinicius casa com Lúcia Proença, sobrinha de seu mentor, o escritor Octávio de Faria. Já perderam as contas? É a quarta mulher. Lúcia sai com a crônica “Para Viver um Grande Amor”.
O casamento com Nelita de Abreu Rocha tem lances rocambolescos. Ela – 20 anos, 30 mais moça que o Poeta – tem um noivo que ameaça matá-la se o deixar. Carlinhos Lyra propõe uma fuga para Paris, onde Vinicius foi designado para um posto consular. Acossados pelo ex-noivo, exímio atirador, Nelita e Vinicius partem para o Aeroporto do Galeão, com Tom Jobim ao volante, Fernando Sabino e Otto Lara Resende como “seguranças.” Nelita comunica por carta o “casamento” aos pais, que num anúncio de jornal tornam público o enlace da filha com o “poeta e diplomata Vinicius de Moraes”. Uma amiga comenta com Nelita: “O pior que pode acontecer é você ganhar meia dúzia de poemas e ficar famosa”. Vinicius dedica a Lenita, em 1966, “Para uma Menina com uma Flor”. Ao cabo de cinco anos, a menina vê mais garrafas do que flores no convívio com o poeta e vai embora.
    Correm os Anos de Chumbo, Vinicius foi demitido da carreira diplomática e, na intimidade do lar, vive toda a ira dos “Anos de Estanho” ou da Guerra dos Castiçais. Injuriada por uma infidelidade do poeta, sua sexta mulher, a jornalista Cristina Gurjão, grávida de Maria (1970), quinta e última dos filhos do poeta, ataca Vinicius com dois castiçais de estanho.
    O pivô da crise, a baiana Gesse Gessy, filha de santo, será a sétima mulher de Vinicius. Gesse leva o marido ao terreiro da Mãe Menininha do Gantois, em Salvador. Menininha livra Vinicius do medo de voar, mas cobra obrigações: ele só veste roupas brancas, cobre-se de colares de contas e conchas, deixa os cabelos crescerem até os ombros e cumpre uma série de rituais toda vez que entra num avião. Os amigos abominam Gesse, o próprio Tomzinho se afasta. Segundo a jornalista argentina Liana Wenner, “por Gesse, Vinicius foi astutamente levado a um coquetel vulgar, confuso e superficial de hippismo, candomblé, amor livre e quantos ‘ismos’ dernier cri se cruzassem”. Fim de caso. Vinícius saía sempre dos casamentos com uma escova de dente e seu retrato pintado por Portinari em 1938, quando o poeta tinha 25 anos. Para recuperar a tela teve de entrar na Justiça contra Gesse.
    Um dia, uma jovem fã procura Vinicius para mostrar alguns poemas. A oitava mulher de Vinicius é a argentina Marta Rodriguez Santamaría, a Martita. O abismo etário sobe para 38 anos: ele 61, ela 23 – 12 anos mais moça que Susana, a primeira filha do poeta. Apaixonado, Vinicius apresenta-lhe os grandes escritores, artistas e músicos, vivos e mortos. Dedica-lhe um poema bem-humorado: “A mulher de gêmeos/Não sabe o que diz/Mas tirante isso/ Faz o homem feliz”. Casam-se em 1976, mas será “uma relação feita de despedidas e reencontros.” (Liana Wenner)
    Nas turnês europeias, Vinicius é assessorado por Gilda Matoso. Apesar de 40 anos mais moça, Gilda coloca o poeta no prumo e lhe traz uma nova maturidade. Instalam-se numa casa na Gávea onde Vinicius intensifica sua parceria com Toquinho e as prolongadas sessões à banheira, seu verdadeiro escritório. E é na água da banheira (“uma volta ao útero materno”) que vive seus últimos momentos. Vinicius é encontrado inconsciente pela empregada na manhã de 9 de julho de 1980. Tentam reanimá-lo em vão e ele morre nos braços da nona e última companheira, Gilda Matoso, e do último parceiro, Toquinho.
“O poeta só é grande se for triste”
     O mundo literário sempre desconfiou dos poetas de êxito popular. Vinicius foi crucificado muito tempo por esse preconceito. Até amigos como Rubem Braga e João Cabral tentaram resgatá-lo do que consideravam um “desvio” no seu talento. Em 1977, em entrevista à mulher, Martita, para um livro que ficou inédito, ele lamentava não ter composto uma obra-prima como o Bâteau Ivre de Rimbaud, os Cantos de Ezra Pound ou A Terra Desolada, de T.S. Eliot. Na verdade, Vinicius publicado em livros já basta para consagrá-lo como um dos maiores poetas da língua. Mas a sua enorme inquietação criativa o levou a se aventurar pelo território novo e desconhecido da música  popular.
    Tudo começou num fim de tarde de abril de 1956, no Bar Villarino, no centro do Rio. Vinicius acabara de escrever a peça Orfeu da Conceição, transplantando o mito grego para o morro carioca, e procurava alguém para compor as músicas do espetáculo. Convidou Vadico, ex-parceiro de Noel Rosa, que, recém-infartado, declinou. Haroldo Barbosa e Lúcio Rangel sugeriram então Tom Jobim. Vinicius o conhecera três anos antes, mas mantinham uma relação apenas cordial. Vinicius: “Você toparia musicar minha peça?” E Jobim: “Tem um dinheirinho nisso?” Lúcio Rangel repreende Tom: “Como ousa falar em dinheiro com o poeta numa hora dessas?” O fato é que tinha dinheiro naquilo – e muito. Depois de comporem praticamente todas as canções da trilha de Orfeu da Conceição, Vinicius e Jobim iniciaram uma das mais vitoriosas parcerias da MPB, assinando os maiores clássicos da bossa nova.
     Começavam àquela altura os casamentos paralelos de Vinicius com seus parceiros musicais. Tom Jobim só não lhe bastava. Em 1961 entra em cena Carlos Lyra. Vinicius com ele compõe canções como “Você e Eu” (aquela do “eu não vou ir”), “Minha Namorada”, “Coisa Mais Linda”, algumas delas incluídas no musical Pobre Menina Rica, baseado em peça do poeta. Por ser exclusivamente letrista, Vinicius se vê excluído do boom da bossa nova nos Estados Unidos, a partir do concerto no Carnegie Hall, em novembro de 1962, e do álbum Getz/Gilberto, gravado em 1963. A conquista do mercado internacional exigia letras em inglês, daí “The Girl From Ipanema” (ou “The Boy”, quando cantado por mulheres), “No More Blues” (“Chega de Saudade”), “This Happy Madness” (“Estrada Branca”) e “How Insensitive” (“Insensatez”). O Poetinha passa então a investir mais na sua voz e aparece com destaque no LP Vinicius & Odete Lara, em 1963. É a estreia em grande estilo da parceria com Baden Powell, com clássicos como “Só Por Amor”, “O Astronauta Berimbau”, “Samba da Bênção” e “Samba em Prelúdio”, do qual Vinicius disse a Baden: “Camaradinha, acho que plagiamos Chopin.” Vinicius participa na maioria das faixas como um belo “cantor sem voz”; aliás, se lança nessa categoria dois anos antes de Tom Jobim. Com Baden, Vinicius abre seu repertório para “baianidades”: candomblé, berimbau, capoeira e samba de roda.
     Ao final da década, a ditadura detona o diplomata Vinicius. Lotando teatros no Brasil, Roma, Paris, Lisboa e Buenos Aires, não consegue mais conciliar a música com a carrière. Na onda de demissões que se segue ao AI-5, Vinicius é sumariamente mandado para a rua. Na fala vulgar do general João Baptista Figueiredo, então chefe do SNI: “Nem pestanejamos. Mandamos brasa”.
    O poeta indignou-se com a arbitrariedade, mas manteve o humor. Corre a anedota de que a degola atingira homossexuais, corruptos e bêbados e Vinicius, ao voltar repatriado, gritou do alto da escada do avião para a imprensa: “Ei, rapaziada, eu sou alcoólatra!”
    Há todo um folclore em torno da sua complexa relação com a bebida. O uisquinho, diminutivo no chamamento afetuoso, é um problema enorme. Ele define o uísque como “o cachorro engarrafado,” o melhor amigo do homem. É sempre visto com um copo na mão, um litro na mesa, até nos shows. Adora o apelido “vate 69”, criado a partir de uma marca de scotch, o Vat 69. (“Vate”, vale explicar às novas gerações subvocabuladas, significa “poeta, versejador, e também profeta, vaticinador, vidente.” Já 69... deixa pra lá). Ou seja, “sexo, bebida e bossa nova.”
    Apesar da dependência alcoólica, Vinicius cresce como compositor, cantor e showman. Inicia uma nova parceria, com o violonista Toquinho. Já não é mais a bossa típica, mas um novo estilo de canção solar que celebra a vida em canções como “Tarde em Itapoã”, “Na Tonga da Mironga do Kabuletê” e “Como Dizia o Poeta” (“Ai de quem não rasga o coração/ Esse não vai ter perdão.”) Com Toquinho, Tom Jobim e Miúcha, ele faz um show memorável no Canecão (Rio) que fica um ano em cartaz. Uma temporada com Toquinho e Maria Creuza na boate La Fusa de Mar del Plata é a ponta de lança que abre o mercado portenho. Numa destas turnês, em Buenos Aires, 1976, desaparece o pianista Tenório Jr., assassinado nos porões da ditadura militar argentina. Em meados da década, Vinicius e Toquinho gravam dois álbuns na Itália, um deles com a cantora Ornella Vanoni. Em 1980,   sai o álbum Arca de Noé, com vários intérpretes cantando composições inspiradas no livro infantil do poeta.
    Como poeta pop, Vinicius cristalizou o sentimento daquela época conturbada que se estendeu do final dos anos 1950 a meados dos 1970 – um tempo em que o indivíduo ainda se destacava do coletivo, com uma mistura agridoce de pós-existencialismo e neo-romantismo que ele, como ninguém, soube traduzir em versos. A parceria de 1958 com Tom, “Eu Não Existe sem Você” – feita para a trilha do filme “Pista de Grama” – é uma espécie de manifesto ideológico-sentimental do Poeta: “Que todo grande amor/ Só é bem grande se for triste. Assim como viver/ Sem ter amor não é viver. Assim como o poeta/ Só é grande se sofrer”.
    O poeta, que sabia mais de si do que qualquer outro, disse certa vez: “Sou um labirinto em busca de uma saída”. Vinicius de Moraes passou a vida tentando sair de labirintos. Essa sua luta, de dimensão mitológica, engrandeceu a sua eterna busca da beleza e do amor. Como ele mesmo diz, em “Tomara”: “E a coisa mais divina/ Que há no mundo/ É viver cada segundo/ Como nunca mais.”
fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog

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Novo espetáculo do Cirque du Soleil chega a Curitiba e oferece vagas de emprego

O retorno do Cirque du Soleil a Curitiba está próximo. A maior companhia de circo do mundo chega a capital paranaense no dia 8 de novembro com o espetáculo "Corteo", na Arena Expotrade, mesmo local que abrigou as produções anteriores da trupe - Quidam (2009) e Varekai (2012). (veja o serviço completo do espetáculo no Guia Gazeta do Povo).
Além de trazer ao público a oportunidade de assistir ao espetáculo, a vinda do Cirque de Soleil a Curitiba está oferecendo uma série de empregos temporários para se trabalhar durante o tempo que "Corteo" ficar em cartaz na cidade. A seleção acontece na próxima quarta-feira (16), na Rua Pedro Ivo, 744, no Centro. As vagas oferecidas vão de estoquista até cozinheiro bilíngue (veja a lista ao lado), com salários de até R$ 1400.
Os candidatos devem comparecer no local entre às 9h e às 17h, portando Carteira de Trabalho, RG e curriculum com foto, e devem ter ao menos Ensino Médio Completo.
O espetáculo
“Corteo” significa cortejo, em italiano, e traz um desfile festivo imaginado por um Palhaço Sonhador chamado Mauro. Em um palco 360.º , os artistas apresentam números aéreos que podem chegar até 12 metros de altura. A produção já foi assistida por cerca de 7 milhões de pessoas pelo mundo todo, e neste ano iniciou a temporada brasileira por São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, para enfim chegar em Curitiba.
Entre ilusão e realidade, o espetáculo é conduzido por música lírica e lúdica, brincando com a força e fragilidade encontradas na figura do palhaço.


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Financiamento de R$ 146 milhões vai digitalizar salas de cinema brasileiras


    Uma nova linha de financiamento, no valor de R$ 146 milhões, destinada a acelerar o processo de digitalização das salas de cinema brasileiras foi lançado nesta quinta (31) pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional do Cinema (ANCINE).
    A meta do Ministério da Cultura e da ANCINE é digitalizar 1.400 salas num prazo de 18 meses, uma vez que a atual dinâmica do mercado cinematográfico prevê para os próximos dois anos a total transição da exibição de filmes para o modelo digital, em que será extinta a distribuição de cópias físicas em película.
   O acesso a tais cópias é um dos principais gargalos para a operação de salas de menor porte ou fora dos principais centros urbanos. A digitalização viabilizará a inserção dessas salas no circuito comercial de lançamentos, aumentando sua competitividade e viabilidade econômica.

Financiamento

   O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, e o diretor da Área Industrial do BNDES, Julio Ramundo, em cerimônia na Sala Funarte, no Rio de Janeiro.
   A nova linha é um dos quatro eixos do Programa Cinema Perto de Você (PCPV), que opera com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e tem o BNDES como agente financeiro.
   Os recursos da Linha de Digitalização serão repassados por meio de empresas integradoras, que deverão reunir um conjunto mínimo de 250 salas em cada pedido de financiamento, das quais obrigatoriamente 20% de pequenos exibidores.
   Os integradores se responsabilizarão pela aquisição, instalação e manutenção dos equipamentos de exibição digitais nas salas de cinema, bem como pelo gerenciamento do fluxo financeiro de pagamentos de distribuidores e exibidores.
    Os recursos do FSA serão garantidos por meio do fluxo futuro de pagamento por cópia virtual pelos distribuidores (“virtual print fee”), aluguéis e taxas de manutenção dos equipamentos. 
    O aluguel pago pelo exibidor deverá espelhar os custos financeiros estabelecidos pelo FSA. Para projetos que envolvem grupos com até 10 salas de cinema, não será cobrada taxa de juros, enquanto para os grupos com mais de 10 salas será cobrada taxa de 3% a.a.  
    A fim de reduzir o custo final para os pequenos exibidores, o Comitê Gestor do FSA autorizou a dotação de R$ 6 milhões não reembolsáveis (equivalente a R$ 15 mil por sala), que contribuíram para reduzir a zero o custo do financiamento de exibidores com até 4 salas.

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Flórida comemora 500 anos com programação cultural

   Estado americano mais visitado por brasileiros, a Flórida deu início a uma programação com mais de 200 eventos culturais para comemorar o quinto centenário da chegada à Flórida do explorador espanhol Juan Ponce de León, que acontece cem 2013. A Flórida se uniu para celebrar o fato histórico, que aconteceu no início de abril de 1513 - não se sabe o dia ao certo-, mas o período significou o começo da colonização e exploração espanhola no norte do continente americano e o início da história moderna dos Estados Unidos.
Batizado de “Viva Flórida 500”, o projeto conta com o apoio de mais de 14 mil organizações, que estão envolvidas nos atos comemorativos que terão lugar em cada um dos 67 condados da Flórida, tanto em pequenas vilas, como em metrópoles.

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Amor é uma obra dilacerante




   Indicado a cinco Oscars, incluindo melhor filme e direção, drama de Michael Haneke é um magistral antimelodrama ]
    Michael Haneke é um artista necessário. Sua obra confronta, incomoda, faz pensar sobre aspectos sombrios da condição humana e do mundo contemporâneo. Vai na contramão do cinema de entretenimento, que quase sempre busca recompensar o espectador com um final feliz, ou uma lição de vida edificante, esperançosa. Talvez, por isso, seja tão espantoso que Amor, que já havia conquistado a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, tenha sido indicado ao Oscar em cinco categorias, entre elas a de melhor filme, feito raro para uma produção falada em um idioma que não seja o inglês.
    Há quem diga que Amor conquistou a crítica norte-americana porque revela um Haneke mais terno, menos devastador e violento do que o visto em A Professora de Piano, Caché ou A Fita Branca. Talvez isso seja verdade, em termos. Mas engana-se quem for vê-lo na expectativa de assistir a uma trama romântica que enaltece o eterno amor de um casal no fim da vida.
    Estupidamente tocante e, lá a sua maneira, também romântico, Amor é um antimelodrama, um soco no estômago emocional. Justamente porque retrata, sem artifícios, a extensão de um sentimento que, apesar de imenso, não é capaz de driblar o inevitável.
    Georges (Jean-Louis Trintignant, de Z e Um Homem e uma Mulher) e Anne (Emanuelle Riva, de Hiroshima, Mon Amour) são um casal de pianistas clássicos octogenários, que vive em um amplo e confortável apartamento parisiense. A rotina dos dois, serena e até certo ponto previsível, muda traumaticamente quando Anne, durante uma cirurgia de desobstrução da veia carótida, sofre um acidente vascular cerebral e fica com metade do corpo paralisada.
   Condenada a se locomover em uma cadeira de rodas, Anne, antes uma mulher ativa e independente, se vê limitada e forçada a recorrer ao marido para quase tudo. Ele se desdobra para manter a vida dos dois dentro de uma relativa normalidade, mas tanto ele quanto ela são pessoas esclarecidas e sabem que nada será como antes. Ainda assim, preferem não ter de recorrer à filha, Eva (Isabelle Huppert), que vive na Inglaterra com o marido e os filhos.
    À medida em que a saúde de Anne entra em declínio, e sua dependência de Georges aumenta, ela começa a mergulhar em estado de profunda angústia. De depressão mesmo, o que só agrava seu estado físico. No entanto, ele não desiste de tentar ajudá-la com uma devoção ao mesmo tempo inspiradora e dilacerante, já que movida por um inconformismo latente,
    Haneke, ao não fugir dos chamados tempos mortos – momentos do filme em que, aparentemente, nada acontece em cena –, reforça o tom angustiante da narrativa, o que a aproxima de outras de suas obras. O crescente clima de tensão entre Anne, inconformada com seu estado, e George, que insiste em mantê-la viva e lúcida, extrapolam os limites da tela e contagiam o espectador, que não têm outra opção a não ser pensar sobre a incontornável finitude de suas próprias existências.
    As brilhantes atuações de Trintignant e Emanuelle, que aos 85 anos é a mulher mais idosa já indicada ao Oscar de melhor atriz, são espetaculares. Mas Haneke, alemão criado na Áustria, não faz de seu filme (apenas) uma vitrine para o talento de seus atores. Prefere dissecar aos mínimos detalhes esse amor que parece tão precioso e improvável em tempos regrados pelo individualismo, pela solidão.

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Peça de rua para ver e ouvir quanto quiser
  A partir de hoje, as noites da Rua Saldanha Marinho terão um agito cultural bem-vindo. A Cia. Falsários apresenta Hamlet’s Walk, série de performances a que o espectador assiste no espaço de uma quadra, entre as ruas do Rosário e José Bonifácio.
  Ao chegar, o público recebe um rádio com fones de ouvido em que é transmitido um áudio com diferentes histórias. Enquanto isso, os quatro atores executam movimentos, mais ligados às sensações provocadas pelos textos do que servindo de ilustração.
   Na trilha, são narrados cinco textos autônomos: Rottin Citty, Kate, GG, A As­­­tro­­­nomazinha e O Aquário, inspirados nos contos “As Consequências da Piedade Filial” e “Salomé”, do francês Jules Laforgue (1860-1887). GG é do diretor Francisco Gaspar e inspirado em Gertrudes, mãe de Hamlet na peça de mesmo nome, de Shakespeare.
   Apesar da referência ao príncipe dinamarquês, Hamlet é mais um alvo de brincadeiras do que personagem do espetáculo. O termo hamlet, em inglês, significa vila ou assentamento em que ainda não há igreja – leia-se administração central. Francisco Gaspar descobriu isso olhando um mapa antigo, e ficou com a ideia na cabeça. “O barato é poder experimentar a rua sem um poder central”, sugere. “O espectador decide se vai curtir a rua, ouvir o áudio de outro local ou assistir sem ouvir.”
   Outras referências da peça são bandas inglesas como Beatles e Black Sabbath. O espetáculo dura no total duas horas, mas é possível assistir apenas a um trecho.
  A lotação máxima é de 20 pessoas, então, é desejável inscrever-se antes pelo e­-­mail hamletswalk@gmail.com. A peça terá apresentações diárias até 3 de fevereiro, sempre com entrada franca.
Leitor oficial
   O espetáculo foi contemplado com o prêmio da Fundação Nacional de Artes (Funarte) Artes na Rua/ Circo, Dança e Teatro de 2011, e pesquisou a obra do autor francês que, após mudar-se para a Alemanha, tornou-se leitor oficial da imperatriz Augusta.

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Peça faz retrato cru de mazelas sociais

    O Natal passou, mas, quem diria, o tema da solidariedade e amor ao próximo continua em voga. Pelo menos na peça O Jardim do Inimigo, que tem apresentação neste sábado, às 16 horas, no Teatro Positivo (mais informações na página 9). A companhia de artes Nissi, do interior de São Paulo, visita Curitiba com uma de suas oito equipes de arte-evangelismo para falar de questões pesadas: prostituição infantil, consumo de drogas e o descaso com a população de rua.
    Na trama, personagens como um casal em conflito, uma mendiga faminta, um adolescente rebelde e uma prostituta de 14 anos que cobra R$ 5 pelo programa são atormentados pelo vilão, o Inimigo. Essas e outras pessoas ele mantém num jardim, regado a ódio, rancor e raiva, manipulando suas vítimas pela mente.
   Quem o interpreta é o idealizador do espetáculo, Caíque Oliveira, que tirou inspiração de sua experiência de crescimento no Jardim Ângela, em São Paulo – região apontada nos anos 1990 pela ONU como um dos centros urbanos mais violentos do mundo (em seguida o local foi beneficiado por ações sociais). Ele e a equipe estrearam o trabalho há 12 anos, e consideram que o realismo das relações de opressão mostradas no palco confere credibilidade à crítica social e espiritual – o “inimigo” não é ninguém menos que Satanás. São nove atores em cena, mais uma banda que toca ao vivo.
   “Acho que o público gosta da peça e se identifica com os personagens porque nos baseamos em fatos reais”, conta Caíque, em material de divulgação do grupo.
    O Nissi reúne 100 atores de várias igrejas protestantes. Já se apresentou em todos os estados do país, e ainda no Chile, Argentina, Paraguai e Angola, e mantém uma ramificação na Rússia.
    Entre os trunfos deste espetáculo, o grupo enumera as colaborações de profissionais renomados do teatro: a iluminação é de Guilherme Bonfanti, um dos fundadores do renomado Teatro da Vertigem, e o cenário, de JC Serroni (de Fernanda En Cena, espetáculo de retrospectiva da carreira de Fernanda Montenegro).
    “Depois de um tempo, começamos a nos apresentar em locais de risco como as cadeias e favelas do Rio de Janeiro”, acrescenta o autor e ator.
fonte: gazeta do povo (04/01/13)



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Vale Cultura

    O Vale Cultura havia sido apontado como prioridade da ex-ministra Ana de Hollanda, que deixou a pasta em setembro sem conseguir a aprovação do projeto. Assim que assumiu o ministério, Marta Suplicy transformou o benefício em vitrine de sua gestão e foi ao Congresso pedir urgência na votação. Sancionado por Dilma, vale de R$ 50 só deve ser pago a partir de julho.
    Apesar de ter sido pensado para atender os cerca de 17 milhões de trabalhadores com carteira assinada que ganhe até cinco salários mínimos (R$ 3.390), a MIMarta afirmou que se trata de um número "potencial". O governo trabalha com uma previsão "otimista" de 10 milhões de beneficiados.
    Dos R$ 50 mensais, R$ 45 serão bancados pelo governo federal via renúncia fiscal aos empregadores (cerca de R$ 7 bilhões anuais) e o restante, pelos trabalhadores ou pelas empresas que quiserem custear. A adesão ao benefício não é obrigatória. Para Marta, vai existir "pressão" para que as empresas implantem o Vale Cultura. O governo quer que os aumentos do benefício, não previstos na legislação, sejam bancados pelo setor privado.
    O Vale Cultura poderá ser usado para aquisição de produtos culturais de qualquer espécie, a critério do trabalhador. Segundo a ministra, isso não significa necessariamente que as grandes produções serão beneficiadas com o aumento de público.
    Ela descartou qualquer possibilidade de o governo condicionar os gastos. "A graça desse projeto é que a pessoa escolhe onde quer gastar. Se eu quero gastar tudo em livro, eu vou gastar, se eu quero economizar para ir a uma peça de R$ 200, eu vou fazer", afirmou.
   Infelizmente já ocorreram defasagens no valor anunciado. Apesar de ter sido sancionado nesta quarta-feira (26/12), o benefício de R$ 50 mensais para os trabalhadores gastarem com cultura deve ser pago somente no segundo semestre de 2013. O governo federal tem 180 dias para regulamentar o Vale Cultura. 
    A demora em tornar isso uma  lei tem consumido o poder de compra do benefício. Desde que o projeto inicial foi proposto no Congresso, em 2009, até agora, o poder de compra já caiu 16,9%, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 
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Caetanaço

     Só pode ter sido de propósito. 
     Caetano Veloso esperou até dezembro para bagunçar a lista de melhores discos brasileiros de 2012. No aguardo, ouviu a nova música do Pará, deu uma espiada nas lutas do MMA e criou uma das músicas mais tristes e insolúveis de sua história. Também deve ter dado uma ligada para João Gilberto, entrado no “fâce” e ter visto como tudo é “giga bom”. E, como ninguém é de ferro, revisitou o sexo e o amor com uma visão privilegiada de quem já passou dos 70.
    "Abraçaço" foi lançado oficialmente no dia 4/12. É o terceiro álbum do baiano na companhia dos musicos e antenados Pedro Sá (guitarra), Marcelo Callado (bateria) e Ricardo Dias Gomes (baixo). Se em "Cê" (2006) surgiu uma interessante atmosfera jovial e roqueira - batizada como transrock ou transamba em "Zii e Zie" (2009)-, em Abraçaço o que se sobressai é a voz autoral de um compositor interessado, renovado e recriado. A novidade, diferentemente dos outros dois últimos discos, não está mais no contraponto entre experiência e inovação, entre poesia (de Caê) e secura (da banda). E sim no olhar aguçado de Caetano para seu país e para si mesmo nesse mundo “que ainda se torce para encarar a equação.”
    “A Bossa Nova É Foda” foi apresentada no Programa do Jô, no começo do mês. Numa viagem criada por um “bruxo de Juazeiro” que passa pelo Rio São Francisco, Caetano chega a Minotauro, criatura da mitologia grega (e também apelido de Antonio Rodrigo Nogueira, lutador de MMA). “O velho transformou o mito das raças tristes/ em Mino­tauros, Junior Cigano, em José Aldo/ Lyoto Machida, Vítor Belfort, Anderson Silva e a coisa toda.” Caê desilude-se.
    Em “Estou Triste” ele é um poeta livre e desesperado. A faixa é uma situação limite, algo como um “Everybody Hurts” (R.E.M.) versão brasileira. “Estou triste tão triste/ e o lugar mais frio do Rio/ é o meu quarto.” Dói, e é ótimo.
    Voltando à posição de observador privilegiado, em “Império da Lei” Caetano brinca com a febre criada recentemente em torno do tecno brega, estilo popularizado por Gaby Amarantos. É com elegância e despretensão que o guitarrista Pedro Sá (também músico da banda Do Amor, que é 100% brega-carimbó) acompanha Caetano em uma pequena história de amor que não acaba bem. Caetano está de ouvidos abertos.
    Na sequência, “Um Co­munista” presta homenagem a Marighella, poeta e organizador de movimentos contra a ditadura no Brasil. “Funk Melódico” poderia estar no último disco de Gal Costa, produzido por Caetano. As bases do funk carioca estão lá, dizendo novamente que o senhor de cabelos grisalhos está in. E a letra é alguma coisa: “O ciúme/ é só o estrume do amor.”
    “Vinco” é uma bossa nova esparramada e lenta, em que Caetano usa jogos de palavras e ironia para falar de sexo. “Eu que me posto exato entre teus lados/ determino teu centro/ sou teu vinco/ finco o estandarte em teu terreno tenro”. O jogo sensual continua na sequência, embora mais descritiva, com “Quando o Galo Cantou”. “O que fiz para merecer essa paz/ que o sexo traz?”
    O disco sai do quartinho com abajur cor de carne e, novamente, lança olhares críticos a algo relativamente novo. “Parabéns” fala sobre tecnologia, de novo acompanhado de ritmos do Norte. “Tudo mega bom/ giga bom/ tera bom”, canta Caê, atualíssimo, colocando em ordem crescente as unidades de medida de memória na computação. O texto da letra, aliás, veio de um e-mail que recebeu do cineasta Mauro Lima por conta de seu aniversário de 70 anos.
    O 49.° álbum de Caetano Veloso fecha a trilogia com a Banda Cê. Mais do que isso, o disco confirma a quebra de um padrão estético que persegue Caetano, ainda espinafrado por aí, justamente pelos estereótipos que a ele são atribuídos. Para esses, Caê manda um abraçaço daqueles.

fonte: gazeta do povo


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Banda Yes toca em maio no Rio e em São Paulo

    Estão à venda os ingressos para os shows que a banda britânica Yes vai realizar em maio em São Paulo e no Rio.O grupo, sucesso na década de 1970, esteve pela última vez no País em 2010. Em sua nova passagem, no próximo ano, vem apresentar na íntegra as canções dos discos "The Yes Album", de 1971; "Close to the Edge" de 1972; e "Going for the One", de 1977. O primeiro show ocorrerá no HSBC Brasil, em São Paulo, no dia 24 de maio. Em 25 de maio, o Yes toca no Vivo Rio. Os ingressos para as apresentações podem ser adquiridos no site Ingresso Rápido ou, em São Paulo, na bilheteria do HSBC Brasil, Rua Bragança Paulista, 1.281, Chácara Santo Antônio.

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A rica e vasta obra fotográfica de Jesus Santoro 

 

     O estilo e a visão autoral do fotógrafo Jesus Santoro (1924-2003), um dos mais influentes do Paraná, sempre andaram juntos com o seu trabalho, mesmo os feitos sob encomenda por grandes empresas (fotografou, por exemplo, as obras de instalação da Refinaria do Paraná, a Repar, em Araucária, na década de 1970). Porém, sua obra, que é guardada no Museu da Imagem e do Som (MIS) – são cerca de 23 mil negativos no acervo – é quase desconhecida. Em vida, suas imagens também foram pouco disseminadas e, para tentar preencher um pouco da lacuna, o fotógrafo João Urban organizou a exposição Jesus Santoro – A Revelação de um Mestre, que será inaugurada hoje, às 19 horas, no hall da Secretaria de Estado da Cultura (Seec). É a primeira mostra da obra do fotógrafo (veja o serviço completo da exposição no Guia Gazeta do Povo). 
    Estão na exposição cerca de 31 fotografias de paisagens, retratos e imagens de sua produção comercial. Dos 23 mil negativos existentes, o MIS selecionou 1 mil para que Urban escolhesse os que iriam para a mostra, que não segue uma linha restrita. “Não sabemos ainda qual o lado mais forte do Santoro, mas a
paisagem é bastante recorrente”, diz o curador.

Cultura

     Santoro, frisa Urban, foi uma pessoa bastante envolvida com a cultura de Curitiba: convivia muito com artistas plásticos, conhecia as histórias de Miguel Bakun (pintor pioneiro da arte moderna do Paraná) e dirigiu a fotografia do primeiro filme de Sylvio Back, As Moradas (1964).
    Também era sócio do fotógrafo Francisco Kava em um estúdio fotográfico, a Prisma Realizações, até meados dos anos 1970. Foi por conta da Prisma que Urban conheceu Santoro. Jovem, emprestava o estúdio para revelar as fotos que fazia de passeatas estudantis e protestos contra a ditadura militar. “Eu colaborava para a resistência e revelei muita coisa lá. Ele sempre abriu espaço e me dava dicas sobre as fotos que eu fazia. Santoro proporcionou não só para mim como para outros jovens fotógrafos da época, um ensinamento sem reservas. Era um cara muito generoso”, relata Urban.

Abandono

    A pouca divulgação do trabalho de Jesus Santoro se deve, provavelmente, ao fato de o fotógrafo ter saído da área. Depois do fim da sociedade com Kava, fez trabalhos esporádicos, mas acabou investindo em restaurantes, e chegou a ter três estabelecimentos na cidade. O novo ofício, porém, não durou muito. “Por uma decepção que não se conhece, Santoro largou tudo e foi viver no sítio de um amigo na Serra do Mar”, conta Urban. Retirado, fazia esculturas, vendia milho cozido na beira da estrada e recebia poucos amigos. Morreu só, em 2003. “Ele tem um trabalho vasto, ainda há muito para ser descoberto”, salienta o curador.
fonte: gazeta do povo 

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Caixa Cultural divulga parte das atrações da programação de 2013

     A Caixa Cultural divulgou ontem algumas das atrações de música, artes visuais e teatro que passarão por Curitiba em 2013. Entre os destaques estão shows de Otto, Oswaldo Montenegro, Elba Ramalho e Elomar, as peças "O Filho Eterno" e "A Carpa" e a exposição "A Divina Comédia", que traz desenhos de Salvador Dalí. As datas e o restante da programação ainda estão a definir. Estão previstos ainda espetáculos de dança, projetos de literatura e mostras de cinema. A galeria da Caixa Cultural (R. Cons. Laurindo, 280) funciona neste fim de ano. O Teatro da Caixa, que sedia os shows e peças, fica em recesso até o dia 15 de janeiro. 

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2012


Poesia libanesa em forma de filme

     
     Embora o circuito cinematográfico curitibano pareça estar tomado por block­­busters, como Amanhecer 2, derradeiro episódio da saga vampiresca Crepúsculo, e Operação Skyfall, nova aventura do agente 007, vale a pena vasculhar a programação. Entre as pérolas que arriscam passar batidas em meio a tantos megalançamentos, um dos destaques é o belíssimo drama E Agora, Aonde Vamos?, da diretora libanesa Nadine Labaki, que estreou como diretora em 2007, com o sucesso internacional Caramelo.
    No ano seguinte ao lançamento de seu primeiro longa, diante de uma breve, porém sangrenta guerra civil no seu país, Nadine decidiu que precisava mudar de tom e falar do impacto devastador sobre a população de um conflito fratricida, entre facções cristãs e muçulmanas, como o que havia ocorrido. “Eu havia tido um filho [com o compositor Khaled Mouzanar, que escreve as trilhas sonoras dos filmes da diretora], e comecei a imaginar se um dia eu o veria segurando uma arma e apontando para alguém do seu próprio povo, um vizinho, um amigo”, contou Nadine, em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, realizada no Rio de Janeiro, em agosto passado.
     E Agora, Aonde Vamos?, como Caramelo, fala de mulheres, mas sobretudo de mães, e do sofrimento de ver seus rebentos lutando uns contra os outros, de uma hora para outra, por questões políticas e religiosas, em uma aldeia do interior do Líbano. “Um dia estavam jogando bola, brincando, saindo juntos. No outro, se matando.”
     O longa-metragem tem início com uma belíssima cena de abertura: um grupo de mulheres, todas vestidas de preto, dirigem-se, por um caminho empoeirado, a um cemitério, onde estão seus filhos. Enterrados. Enquanto andam, fazem uma espécie de dança ritual, para expressar a profunda dor que sentem. É arrepiante.
    Nadine diz que a cena tem como inspiração rituais de luto observados mundo afora, em que mulheres rasgam suas roupas, arrancam os próprios cabelos, se arranham e choram copiosamente para expressar seus sofrimentos. “Não é uma cena realista, mas uma imagem que criei e que, de certa forma, resume o espírito do filme.”
    Recordista de bilheteria no Líbano, onde nenhuma produção nacional levou tantos espectadores aos cinemas, E Agora, Aonde Vamos? foi adotado como libelo nacional contra a barbárie da guerra entre irmãos.
    As personagens, entre elas a protagonista da trama, mais uma vez interpretada pela diretora, são mulheres de diferentes gerações, todas muito próximas umas das outras, embora pertençam a grupos religiosos distintos – e que se unem contra a guerra que mata seus filhos.
 fonte: gazeta do povo

 

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Prata da casa exibida no Festival de Veneza

    Não é aleatória a escolha de A Bela Que Dorme (Bella Addormentata) como filme de abertura da Mostra Venezia Cinema VIII, que reúne uma valiosa seleção de filme italianos contemporâneos e começa hoje à noite no Cineplex Batel. Seu diretor, Marco Bellocchio, é um dos maiores cineastas vivos do país em forma de bota e autor de grandes títulos, como Bom Dia, Noite, sobre o caso Aldo Moro, primeiro-ministro italiano morto pelos terroristas das Brigadas Vermelhas, em 1978, e de Vincere, sobre o ditador Benito Mussolini.
    A Bela Que Dorme, que ganhou o prêmio dos críticos na última Mostra de Cinema de São Paulo, toma como tema central outro fato da vida real: o controverso caso de Eluana Englaro, uma mulher italiana que, depois de um acidente de carro, em janeiro de 1992, entrou em um estado vegetativo permanente e irreversível. O caso acabou provocando uma batalha judicial que durou quase duas décadas.
    O longa de Bellocchio, assim como todos os demais integrantes da mostra, fizeram parte da última edição do Festival de Veneza, onde È Stato Il Figlio, que será exibido na segunda-feira (confira programação completa ao lado), também foi muito bem recebido pela crítica.
   Com direção do siciliano Daniele Ciprì, È Stato Il Figlio, é uma farsa trágica, protagonizada por Toni Servillo, de Il Divo, de Paolo Sorrentino. O filme começa com um contador de histórias, um vagabundo que passa seus dias no Correio, entretendo usuários entediados. Quem vive o papel é o ator chileno Alfredo Castro (de Tony Manero , de Pablo Larraín). Embora o personagem fale de muitos assuntos, seu favorito é a família Ciraulo. Através dele conhecemos Nicola Ciraulo (Servillo), a mulher, os filhos e os avós.
    Fabrizio Falco, que vive um dos filhos de Nicola e também está no elenco de A Bela Que Dorme, ganhou, por seus desempenhos em ambos os filmes, o Prêmio Marcello Mastroianni, concedido a jovens atores revelação.
Programação
    Promovida pelo Consulado Geral da Itália e pelo Istituto Italiano di Cultura, a mostra Venezia Cinema VIII vai exibir os seguintes filmes, com sessões sempre às 20 horas:
    30/11: A Bela Que Dorme (Bella Addormentata), 2012. Direção de Marco Bellocchio.
    1º/12: Roma Ore 11, 1952. Direção de Giuseppe De Santis.
    2/12: Un Giorno Speciale, 2012. Direção de Francesca Comencini.
    3/12: È Stato Il Figlio, 2012. Direção de Daniele Ciprì.
    4/12: Gli Equilibristi, 2012. Direção Ivano De Matteo.
    5/12: L’Intervallo, 2012. Direção de Leonardo di Constanzo.

fonte: gazeta do povo

 

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OSP interpretará Claude Debussy e Johannes Brahms

A apresentação da Orquestra Sinfônica do Paraná deste domingo (02/12) reúne duas importantes e respeitadas cantoras brasileiras, a soprano Marília Vargas e a mezzo-soprano Ariadne Oliveira. Participa também o coro Feminino Collegium Cantorum de Curitiba, fundado pela maestrina Helma Haller em 2000.

O concerto terá a regência do maestro Osvaldo Ferreira. “Infelizmente, o maestro John Neschling, que viria para reger a Orquestra nesse dia, sofreu um pequeno acidente e está impossibilitado de andar”, diz Ferreira.


A primeira parte do programa apresenta duas obras inéditas, a Abertura Sinfônica nº 3, Op. 20, de José Manuel Joly, e a La Damoiselle Élue, do compositor francês Claude Debussy. “No ano em que se comemora 150 anos de Debussy, apresentamos sua melhor obra, composta em sua juventude e escrita para coro feminino com solos de soprano, contralto ou mezzo-soprano. Na realidade foi escrita sob um bonito poema que fala sobre o amor entre dois jovens. Na segunda parte do concerto, vamos apresentar a emblemática Sinfonia Nº 1, de Johannes Brahms”, explica o maestro.


REPERTÓRIO -
A primeira obra do programa é Abertura Sinfônica nº 3, Op. 20, de José Manuel Joly Braga dos Santos (1924-1988). O compositor e maestro português demostra em suas composições uma fusão dos vários estilos europeus. O antigo folclore português e o polifonismo renascentista estão presentes nas suas primeiras peças; foi nesse período que escreveu as primeiras quatro sinfonias.

A segunda peça do concerto, La Damoiselle Élue, do músico e compositor francês Claude Achille Debussy (1862-1918), é um poema escrito em 1888. O tema é sobre a figura de uma mulher já falecida, a "Bem-aventurada Damozel" ou "Damoiselle Élue" que não pode apreciar o céu, pois anseia por seu amante que ainda está na terra.

O texto que Debussy usou é do poeta inglês Dante Gabriel. A Damozel é retratada pela soprano e as narrativas do texto são divididos entre coro feminino.

Encerra a apresentação a Sinfonia Nº 1 em Do menor, Op. 68, de Johannes Brahms (1833-1897), compositor alemão. A obra foi escrita entre 1854 e 1876, quando o compositor estava com 40 anos. Estreou em Karlsruhe, em 4 de novembro de 1876, sob a regência de Felix Otto Dessoff. Um mês e meio mais tarde foi apresentada em Viena e recebida pela crítica com grande entusiasmo.


SOLISTAS


Marília Vargas –
a cantora conduz uma intensa carreira de concertos no Brasil e no exterior. Iniciou seus estudos de canto com Neyde Thomas aos doze anos de idade e estreou no Teatro Guaíra, como o personagem pastorzinho, na Tosca. Apresenta-se regularmente como solista com diversas orquestras nacionais e estrangeiras divulgando a música brasileira.

Ariadne Oliveira –
natural de Curitiba, estreou no papel de Rosina da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, no Theatro São Pedro, São Paulo, em 2005. Também se dedica à música sinfônica; entre suas várias performances estão o solo de “El Amor Brujo”, de Manuel Falla, com a Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP), e o recital no Teatro Argentino de La Plata, a convite do renomado maestro Reinaldo Censabella. Ariadne atua como solista em grandes orquestras brasileiras e sob a batuta de renomados maestros.

Collegium Catorum

Criado por Helma Haller, em 2000, o grupo se dedica à divulgação da música de concerto paranaense e brasileira, incluindo a estreia e divulgação das obras dos compositores contemporâneos. A proposta principal é uma “oficina permanente de Canto Coral”. As integrantes do conjunto são musicistas profissionais que atuam na área pedagógica.

Serviço

Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná
2 de dezembro às 10h30
Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto – Guairão
Classificação: 7 anos.
Ingressos: R$ 10,00. Meia-entrada conforme prevista em lei e desconto de 50% para o associados do Cartão Teatro Guaíra.

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Espetáculo baseado na vida de Clarice Lispector chega a Curitiba


    Simplesmente Eu, Clarice Lispector,  premiado espetáculo baseado em depoimentos, entrevistas e correspondências da escritora chega a Curitiba esta semana. A atriz Beth Goulart que atua na peça, também assina a adaptação do texto e direção.
     O texto  deu a atriz Beth Goulart quatro Prêmios de Melhor Atriz: Shell 2009 e Qualidade Brasil que premiou também como Melhor Espetáculo. A peça ainda foi indicada ao Prêmio Shell 2009 de melhor iluminação (criada por Maneco Quinderé) e melhor produção pelo Prêmio APTR.

Serviço:

Simplesmente Eu, Clarice Lispector
25, 26, 27 de outubro, às 21horas e 28 de outubro, às 19h
Auditório Salvador de Ferrante – Guairinha
Ingressos: R$60 (quinta-feira); R$70 (de sexta-feira a domingo). Desconto de 20% não cumulativo para associados do Cartão Teatro Guaíra.
Classificação: 14 anos
Informações: (41) 3304 7900 e www.facebook.com/teatroguaira
Fonte: CCTG

 

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Robert Plant se apresenta sábado, no Guairão

    O ex-vocalista do Led Zeppelin Robert Plant se apresenta no Teatro Guaíra neste sábado, às 21 horas, com ingressos esgotados.
    Para a alegria dos fãs do Led Zeppelin, o cantor inglês vem apresentando várias músicas do grupo extinto em 1980, como “Whole Lotta Love”, “Rock and Roll”, “Friends” e “Going to California”, além de canções de sua carreira solo e de ícones do blues como Howlin’ Wolf (1910-1976). Plant, aos 64 anos, é acompanhado pela banda The Sensational Space Shifters.
 

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Três dias de destaques nos palcos

   O fim de semana tem um roteiro musical variado. Na sexta-feira, João Bosco e Toquinho fazem uma apresentação conjunta no Teatro Positivo, às 21 horas. Além de seus respectivos repertórios, os músicos apresentam algumas canções em duo. 

   Na sexta-feira, BNegão & Os Seletores de Frequência fazem no Trip Bar, às 23h30, o show de lançamento de Sintoniza Lá, que levou o prêmio de Melhor Disco do VMB 2012, da MTV. O rapper vem embalado pela apresentação na cerimônia de encerramento da Olimpíada de Londres, em agosto.

    No sábado, Zeca Baleiro se apresenta no Guairão, às 21 horas, com o show de seu último álbum de inéditas, O Disco do Ano.
     Mais tarde, a nova geração da música brasileira tem dois de seus nomes de destaque se apresentando na mesma festa: A Banda Mais Bonita da Cidade divide o palco do Sociedade Beneficente 13 de Maio com o cantor pernambucano Tibério Azul, às 23 horas.
    No domingo, um dos mais importantes nomes da música clássica brasileira volta ao Guairão. O renomado maestro John Neschling rege, às 10h30, a Orquestra Sinfônica do Paraná, com participação da pianista Sylvia Thereza. O programa terá obras de Edino Krieger, Rachmaninov e Shostakovich.
    A megafesta TDB, da rádio 98 FM, encerra o fim de semana com uma maratona musical no palco do Estádio Durival Britto e Silva, do Paraná Clube.

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Memórias guardadas há 136 anos

 

    Dez anos se passaram desde que o Museu Paranaense, que completa 136 anos na terça-feira, mudou sua sede da pulsante localização do Paço Municipal para a tranquila – e desconhecida – Rua Kellers, no Alto São Francisco. Apesar da proximidade com uma das partes mais movimentadas do centro e de ter ganhado estrutura física para acomodar melhor seu acervo, o espaço perdeu no quesito visibilidade. Com isso, precisa resolver um de seus principais gargalos: angariar visitantes espontâneos (que não são escolas ou grupos agendados).
   Neste último domingo (dia 23/09), bem como durante toda a próxima semana, o museu inicia uma programação que comemora o aniversário e integra as ações pensadas para chamar o público. Visitas guiadas com funcionários trajados com roupas de época, inauguração de novas exposições, show, palestras e abertura durante o horário de almoço estão entre as atrações.
“Quando o museu funcionava no prédio do Paço, tínhamos 75 mil visitantes ao ano. Atualmente, esse número fica em torno de 20 mil”, diz o diretor Renato Carneiro Júnior. Apesar da perda, ele acredita que as instalações da atual sede, que tem “tudo para ser definitiva”, são melhores para a preservação e acomodação do acervo, que guarda uma série de raridades e peças importantes sobre a memória do estado e do país.
    Entre 400 mil itens, aproximadamente, está o acervo do extinto museu Coronel David Carneiro, uma coleção doada pelo Banco do Estado do Paraná (o antigo Banestado) e obras de artistas como Vladimir Kozák, naturalista tcheco que viveu em Curitiba entre 1928 e 1979. O museu também é o único do Paraná autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a receber peças arqueológicas.
    Neste ano, um projeto via Lei Rouanet, permitiu a organização do arquivo; outro plano de digitalização do acervo também está em andamento. Carneiro ressalta que a expectativa é que o museu cresça nos próximos anos: existe a possibilidade de receber uma volumosa doação particular de um colecionador de armas. “Daria para fazer um museu só com essas peças. Por isso, futuramente, queremos criar sedes descentralizadas de Curitiba. É a grande meta para o futuro”, destaca o diretor.
    No passado, as mudanças do museu mais antigo do estado, no entanto, foram recorrentes. Desde a inauguração, em 25 de setembro de 1876, no Largo da Fonte - onde é hoje a Praça Zacarias-, foram seis sedes diferentes até a atual (o que acabou ocasionando algumas perdas e danos ao acervo). “As alterações de endereço foram criteriosas - mas, mesmo assim-, ocorreram perdas. É inevitável. Tínhamos, por exemplo, o osso de costela de um mamute que foi quebrado, só sobrou metade”, conta Carneiro.

Visibilidade

    Na vertente de divulgação, algumas atitudes vêm sendo tomadas, o que não significa um retorno imediato. De acordo com o diretor, há uma negociação, junto com a Secretaria Municipal de Turismo, para que um ponto de informações turísticas fique abrigado no museu. O horário também foi ampliado em uma hora, tanto durante a semana como nos sábados e domingos.
    A tradicional Feira do Largo da Ordem, aos domingos, na mesma região, ao invés de ajudar, como se imagina primeiramente, acaba atrapalhando. “O grande público da feira, infelizmente, vem aqui só para usar o banheiro. Muitas pessoas perguntam da possibilidade de uma integração com a feira de domingo, o que considero uma chance pequena.” Para ele, faltam na cidade, indicativos de onde fica o museu e o que ele pode oferecer ao público. “Tem somente uma placa em frente ao museu, por exemplo. É um equipamento urbano interessante, e que merecia mais indicações”, acredita Carneiro.
Serviço: O Museu Paranaense fica na Rua Kellers, 289 – São Francisco, (41) 3304-3300. Funcionamento de terça a sexta-feira, das 9 às 18 horas (não fecha para almoço) e aos sábados e domingos, das 10 às 16 horas. Entrada gratuita. 
fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog
 

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OSESP - Uma referência em excelência


    A Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) é, sem dúvida alguma, o melhor conjunto sinfônico brasileiro da atualidade. Com seu orçamento extraordinário, comparável aos das melhores orquestras do mundo, ela dotou São Paulo de uma temporada de concertos de nível realmente internacional. Solistas da estatura de Andras Schiff, Jean-Efflan Bavouzet, Hilary Hahn, e muitos outros grandes nomes da cena musical erudita mundial, frequentam assiduamente os concertos na temporada da orquestra.
     O repertório é também inovador, sendo que já foram apresentadas obras em primeira audição brasileira, como a complicada Sinfonia de Luciano Berio e a monumental Sinfonia Turangalila de Olivier Messiaen. Memorável também foi o ciclo Mahler, para comemorar o centenário de falecimento do compositor, quando todas as suas sinfonias - inclusive a Sinfonia do Mil (a de número 8)-, foram esplendidamente executadas. E pela primeira vez a OSESP tem um contrato de gravações com dois selos internacionais importantes: Bis e Naxos.
    O orçamento deste ano da orquestra - que foi anunciado na imprensa-, é de R$ 83 milhões, sendo que o estado de São Paulo custeia a maior parte desta quantia. Tal soma mostra aos governos que para se ter uma orquestra de excelência é necessário investir alto. O orçamento de um mês da OSESP é maior do que o mesmo de um ano da maioria das orquestras brasileiras. O último grande êxito da orquestra paulista foi sua presença no Proms - um dos maiores festivais de música clássica do mundo, realizado em Londres. Essa foi a primeira orquestra brasileira a apresentar-se neste evento – que, nesse mesmo ano-, também recebeu as orquestras filarmônicas de Berlim e de Viena.

Histórico

Entre reviravoltas e reconstruções, OSESP se consolida

    Na atividade há quase seis décadas, a orquestra paulista passou por períodos de decadência e reestruturações. Hoje o grupo é ícone de qualidade técnica e artística
     Fundada em 1954, permaneceu desativada por algumas décadas. Entretanto, em 1972 o grande maestro brasileiro Eleazar de Carvalho retomou a ideia de o Estado de São Paulo novamente ter sua Orquestra Sinfônica.
    No início, a partir de 1973, os concertos eram realizados no Teatro São Pedro. Posteriormente, a partir de 1976, a orquestra passou a atuar no Teatro Cultura Artística. Este foi o auge da gestão de Eleazar de Carvalho. Graças à sua constante presença, a orquestra adquiriu personalidade e desenvolveu projetos de grande alcance – como, por exemplo, a série intitulada Jovens Solistas. Este trabalho foi ainda mais difundido graças às transmissões da TV Cultura, que atualmente também exibe a maior parte dos concertos da OSESP.
    A longa decadência da orquestra começou com a eleição de Orestes Quércia, em 1987, quando houve a transferência para um cinema (o irrespirável Cine Copan) - e, mais à frente-, para o Memorial da América Latina (na Barra Funda). Sem dúvida, uma da piores acústicas do país. A verba para as temporadas foi diminuindo a cada ano e nada mudou no início da gestão de Mário Covas, em 1995.
    Eleazar de Carvalho, já velho e doente, teve de conviver com o desprezo daqueles que, posteriormente, posaram como os “salvadores da pátria”. É muito comum os nossos políticos deixarem uma ponte desabar e, depois, ganharem os louros por serem seus “reconstrutores”. Foi exatamente o que se passou com a Osesp. Depois da morte de Eleazar de Carvalho, em 1996, a orquestra entrou numa fase de reestruturação, que levou à nomeação do maestro John Neschling como diretor artístico e maestro titular da orquestra. Ele comandou uma completa reviravolta no grupo, promovendo audições no Brasil e no exterior, o que explica até hoje o número considerável de estrangeiros no conjunto. Neschling lutou para melhorar o salário dos músicos e para obter uma verba (destinada ao funcionamento da orquestra) jamais vista anteriormente. A inauguração da Sala São Paulo, em 1999, um dos melhores espaços para concertos do país, coroou esse processo de renovação.
    Mas nem tudo foram flores no início desta reestruturação. Os músicos que foram reprovados nas audições de avaliação - ou que se recusaram a fazê-las-, foram encaminhados a uma nova orquestra: a Sinfonia Cultura (orquestra da Rádio e TV Cultura de São Paulo). Os instrumentistas deste conjunto fundado em 1998, que fizeram um excelente trabalho - sobretudo no que se refere à música nova brasileira-, foram tratados de forma sádica pelos líderes do momento. Ensaiavam numa espécie de corredor e pareciam mesmo as irmãs preteridas, sendo que os músicos da Osesp eram incentivados a fazer chacotas sobre seus colegas da outra orquestra. Mesmo fazendo um trabalho correto e útil, a Sinfonia Cultura foi sumariamente extinta em 2005 pelo então “todo poderoso” Marcos Mendonça (grande amigo de Neschling), então presidente da Fundação Padre Anchieta - que administra a TV Cultura.
    A extinção da orquestra (deixaram de existir, numa “canetada”, 60 cargos de músicos) foi quase ignorada pela imprensa - sobretudo a especializada em música clássica-, que temia perder as polpudas somas de propaganda da Osesp. Por falar em “polpudas somas”, Neschling causava inveja aos nossos deputados e senadores. Com um salário astronômico, era o senhor absoluto de uma verba de muitos milhões. Ele sozinho definia quem tocava e quem regia. Além disso, não admitia ser questionado por trazer, de forma inútil, músicos estrangeiros para atuarem em minúsculas partes solistas. Neschling demitiu sumariamente diversos músicos que se rebelaram, e acabou saindo da orquestra em meio a brigas, inclusive com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, atual presidente da Fundação Osesp.

Nacional

    No início da gestão de Neschling houve um extraordinário acerto em relação à música brasileira, com primorosas gravações (para o selo Bis) das sinfonias de Camargo Guarnieri e das obras sinfônicas de Mignone. Nos dias de hoje, a Osesp parece incentivar mais compositores populares do que os ligados à música erudita. O jornalista do jornal “O Estado de S.Paulo” - João Marcos Coelho-, afirmou recentemente: “Os compositores contemporâneos que de fato praticam música de invenção são minoria nas encomendas da Osesp (...) tentativas frustradas de ‘crossover’ caem num neonacionalismo canhestro”.
Concordo totalmente com a opinião de João Marcos. A Osesp, por sua excelência – e, por ser uma orquestra pública-, tem obrigação de promover e incentivar a composição musical pensada na criatividade, e não no sucesso comercial. Não compreendo o fato da Osesp ter gravado obras de um compositor francês de segundo time, Florent Schmitt (1870-1958), mas não ter registrado uma nota sequer de Almeida Prado (1943-2010) ou de Marlos Nobre. Mas o lançamento, neste mês (pelo selo Naxos) - de duas sinfonias de Heitor Villa-Lobos com a orquestra paulista-, acende a esperança de uma mudança salutar de atitude.

Futuro

    A Osesp, ao pensar grande, deseja ser uma orquestra que tenha uma personalidade. Existem no mundo conjuntos que estão além de serem bons. São orquestras únicas, identificáveis. Para que a Osesp alcançe este objetivo seria necessário que alguém fizesse um trabalho contínuo e regular. No meu entendimento, há um obstáculo para que isso seja alcançado. Seria muita inocência achar que a norte-americana Marin Alsop, a atual maestrina principal da orquestra, que não mora no país e permanece aqui durante dez semanas por ano, seja capaz de forjar esta individualidade. Se Neschling teve lá seus excessos, ao menos ele morava em São Paulo e estava com a orquestra o maior tempo possível. Neste aspecto, ele deixou claro que um trabalho mais constante era importante.
    A ausência de uma personalidade da orquestra - destacada na imprensa europeia quando de sua última excursão naquele continente (opiniões bem diferentes e menos elogiosas do que a dos jornalistas que viajaram a convite da Osesp)-, mostram que o caminho para uma orquestra chegar à maioridade passa por um trabalho mais regular com seu maestro principal.
   A Osesp deve nos encher de alegria por dotar o país de uma orquestra e de uma estrutura de funcionamento de altíssimo nível. Só não podemos esquecer que ela, ao contrário de orquestras como as filarmônicas de Berlim e de Viena, está sediada num país pobre, cujos hospitais e escolas são altamente deficitários.
   Assim como a Sala São Paulo, sede da Osesp, está no meio da Cracolândia, sendo uma ilha de qualidade em meio a um cenário de um filme policial dos mais violentos, a orquestra não deve ser uma ilha de qualidade em meio ao caos que são, em geral, nossa educação e cultura. E que a Osesp não se porte como um “capricho” e uma “obra” do PSDB, pois uma virada política pode comprometer sua continuidade. A Osesp deve permanecer, seja lá qual partido esteja no Palácio dos Bandeirantes, e não pode permitir ser identificada como a orquestra de um determinado partido, que uma hora ou outra sairá do comando. Para isso, a conduta do grupo e de seus dirigentes deve ser inquestionável. Que a Osesp não se encastele em sua excelência. Que ela, com sua qualidade técnica e artística, faça de nosso país um lugar melhor.
 fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog/gideias

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As várias facetas de Leminski


    A poesia e a figura de Paulo Leminski (1944-1989) são tão representativas para Curitiba quanto às gravuras e murais de Poty Lazzarotto. Por isso, em 2009, quando o poeta foi homenageado (nos 20 anos de seu falecimento) com “Ocupação Leminski” - exposição no Itaú Cultural, em São Paulo-, a capital paranaense ficou triste e ressentida, por não ter recebido a mostra que apresentava o trajeto do artista.
     Depois de anos de negociações, quando a família já não tinha mais esperanças de fazer uma homenagem local, o Museu Oscar Niemeyer receberá em seu salão mais nobre, a exposição “Múltiplo Leminski” - uma versão ampliada da mostra realizada há três anos-, que será inaugurada no dia 27 de outubro, com curadoria da mulher de Leminski, Alice Ruiz.
     Para se ter uma ideia de dimensões: segundo Alice, o espaço da exposição em São Paulo era de 120 metros quadrados; no MON, são 1,2 mil.
“No Itaú, pincelamos sobre cada atividade do Paulo. Desta vez, teremos possibilidades de ampliar e aprofundar”, conta.
     Fotos pessoais, documentos, vídeos, músicas e objetos pessoais de Leminski estarão no espaço, mas ainda não há detalhes específicos sobre o número de itens.
“Está tudo em pleno processo”, ressalta a curadora.
     A ideia central, como diz o título da exposição, é mostrar o Leminski além do poeta: sua faceta como músico, compositor e até mesmo nos trabalhos de arte urbana, numa época em que o grafite era visto somente como vandalismo.
 “Sua influência oriental, a capacidade que ele tinha como poliglota e tradutor, também serão contempladas”, diz uma das filhas, Áurea Cunha, que considera uma “vitória” a vinda da exposição à Curitiba.
“Foi algo batalhado. Tivemos várias tentativas, mas era difícil fechar as datas, verbas e apoios. Quando veio o convite do MON, depois de tanta espera, não poderia ser melhor. Vai ser dez vezes maior do que esperávamos.”
     Segundo Alice, esses aspectos curiosos que podem não ser novidade para muitos, ajudarão a aproximar as pessoas - sobretudo jovens-, que conhecem pouco do trabalho de Leminski.
“Será possível ver o quanto ele foi inovador nas linguagens que expressou.”
     O lado musical do artista terá um espaço específico dentro da mostra, mas também permeará toda a exposição, tarefa que está a cargo da outra filha do poeta, a cantora e compositora Estrela Leminski.
      A diretora do museu, Estela Sandrini, salienta que a homenagem era um desejo não só do MON, como da cidade.
“Quando assumi a direção, meus familiares me disseram logo de cara que eu tinha de trazer uma exposição sobre o Leminski. É um apelo grande das pessoas que gostam dele e de seu trabalho.”
     Para ela, o fato de a exposição sobre o poeta ser montada no mesmo espaço onde está atualmente “Poty, de Todos Nós”, é:
 “escrever uma nova história no museu. “Poty e Leminski têm uma postura nacional. Os dois não foram artistas que simplesmente nasceram aqui, mas que escolheram Curitiba para viver e a levaram para todo o Brasil.”
     Estela adianta que o público terá Leminski “do chão ao teto”, em todo o espaço do olho.

Mais Leminski

     Até o final deste ano e começo de 2013, outros projetos sobre a obra do artista múltiplo serão lançados, todos com a organização da família. Todo o acervo do escritor, como manuscritos, entrevistas e artigos foram digitalizados por Áurea, que lançará os materiais em uma plataforma digital até o início do ano que vem, o que facilitará pesquisas sobre o autor. De outra forma, Estrela prepara um resgate musical da obra do pai, e Alice Ruiz - em negociação com a Companhia das Letras-, organizou uma coletânea da obra poética de Leminski (em um único volume) que deve ser lançada pela editora até dezembro.
 fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog 

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As canções do Yes tocadas no violão

 
    Poucos grupos têm um histórico de troca de membros tão complexa quanto o Yes, então não custa relembrar: o cantor e compositor Jon Anderson, um dos formadores da banda nos anos 1960 e dono de uma das vozes mais conhecidas do rock, segue em carreira solo, e se apresenta nesta sexta-feira, às 21h15, no Teatro Positivo.
    Afastado do Yes por problemas de saúde, em 2008, Anderson deve dedicar a maior parte do repertório à antiga banda, que continuou com um vocalista substituto após sua recuperação.
“Owner of a Lonely Heart”, “Roundabout”, “Starship Trooper” e “I’ve Seen All Good People”, dentre outros sucessos do grupo, devem ser tocados pelo cantor acompanhado apenas pelo violão.

Fundamentos

    “Eu as canto como as escrevi inicialmente para a banda”, diz Anderson, em entrevista por telefone para a Gazeta do Povo. O cantor conta que o formato o agradou quando foi testado ao vivo pela primeira vez, e que esta redução aos fundamentos remete ao cotidiano das gravações do Yes. “Você escreve a música no violão, vai para o estúdio, toca para o grupo. Então, para mim, é muito romântico tocá-las assim”, diz. “E muita gente as adora desse jeito.”
    Anderson se diz constantemente às voltas com novas canções e gravações. Uma amostra será tocada no show: “Brazilian Music Sound”, uma homenagem à Copa do Mundo de 2014, cujo vídeo, lançado em agosto, pode ser conferido no YouTube. “Tenho a sorte de as pessoas que vêm ao show saberem quem eu sou e respeitarem o fato de eu estar sempre tentando diferentes ideias, ser um tipo de aventureiro”, afirma.
    Independentemente desta acolhida, Anderson continua disposto a voltar ao Yes, assim como o tecladista Rick Wakeman, com quem vem trabalhando.
“Acho que vai acontecer algum dia, mas eu não me sento e espero”, brinca. “Se Chris [Squire] e Steve [Howe] decidirem que gostariam de voltar a trabalhar conosco, tudo o que têm a fazer é uma ligação”, diz Anderson. “Tenho certeza de que resolveríamos isso, porque, no fundo, seremos sempre irmãos musicais.”

fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog
 


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1º Festival de Cinema e Cultura Asiática 

 

     Criar uma via dupla para fortalecer as relações culturais entre Brasil e os países asiáticos.
    Ao menos parte dessa proposta começa a tomar forma nesta quinta-feira, com o “Traffic (tráfego, em inglês) - 1º Festival de Cinema e Cultura Asiática de São Paulo”. Em quatro salas da cidade, serão exibidos 32 filmes, desde exemplares mais autorais até superproduções comerciais dessa região. A China, por exemplo, segunda potência econômica mundial, ocupa a mesma posição no mercado cinematográfico.
"A ideia é fazer um festival de cinema asiático aqui em São Paulo e uma turnê de filmes brasileiros em cidades asiáticas. Então, a gente queria um nome que desse esse sentido de duas mãos, de troca", explica a diretora artística do evento, Suzy Capó. A exibição das produções nacionais do outro lado do mundo deve ficar para 2013. E, por aqui - a promessa de que, na segunda edição, além dos filmes -, devem ser incorporados outros elementos da cultura asiática, como música e gastronomia.
     Para a curadoria de uma das três mostras do festival - o Panorama Asiático -, Suzy convidou John Badalu (criador do Q! Film Festival), que é realizado na Indonésia. "Muitos dos filmes são produções menores e, realmente, essa é uma oportunidade única para o espectador paulistano, que provavelmente não vai conseguir vê-los se não for ao festival", comenta Suzy. Na terça-feira, às 20h45 - na Cinemateca Brasileira-, Badalu conversa com o público sobre a atual produção do sudeste asiático.
     Outro destaque é a Cine Liberdade, mostra com cinco filmes clássicos japoneses para homenagear o cineasta Carlos Reichenbach, morto em 14 de junho. Há ainda uma seleção de cinco trabalhos do diretor sul-coreano Hong Sang-soo, como "Mulher na Praia" e "Hahaha".
     A abertura do festival será quinta, às 20h30, na Cinemateca Brasileira, com a exibição de "O Sono Dourado", de Davy Chou, que estará na sessão. Aos fãs do terror japonês a dica é "O Terror do Coelho", de Takashi Shimizu, que será exibido em 3D na sexta, às 21h30, no Espaço Itaú Frei Caneca.
       Para maiores informações, acesse www.trafficfestival.com.br


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Claude Debussy - Prélude à l'après-midi d'un Faune (Prelúdio à Tarde de um Fauno)

Felix Mendelssohn – Concerto para piano e violino e cordas em Ré menor

Maurice Ravel – Ma Mére L´Oye (Mamãe Gansa

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Rolling Stones completam 50 anos e sinalizam nova turnê

 

     Meio século depois do primeiro show dos Rolling Stones, ocorrido na Oxford Street, em Londres, Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood celebraram a data com uma exposição fotográfica inaugurada na última sexta-feira, na Somerset House, no centro da capital inglesa.
     A exposição de fotos e um livro que a acompanha mostram como os jovens que tocaram em 1962 no Marquee Club se tornaram o flagelo da moral e dos bons costumes na década de 1960, os titãs da música nos anos 70 e, finalmente, os veteranos do rock no século 21. A mostra tem entrada gratuita e permanece em cartaz até o dia 27 de agosto.
     Nesta semana, Keith Richards revelou que a banda se encontrou para “alguns ensaios”, o que alimentou rumores de que os Stones estariam preparando uma nova turnê mundial. “Há coisas sendo preparadas, acho que definitivamente está acontecendo”, disse ele à BBC. “Mas quando? Ainda não posso dizer.” 
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Depois do Camões, Dalton Trevisan vence prêmio Machado de Assis

      Depois de ganhar a maior comenda da literatura portuguesa (o Camões), o escritor curitibano Dalton Trevisan acaba de vencer o Prêmio Machado de Assis. O valor de R$ 100 mil, um diploma e um troféu serão entregues em julho deste ano, mês em que a ABL estará completando 115 anos de fundação.
      O prêmio Machado de Assis, que avalia o conjunto da obra, é da Academia Brasileira de Letras e é considerado o principal da literatura brasileira. Trevisan, de acordo com o parecer da comissão, conquistou o Prêmio por ser “um dos mais importantes narradores da ficção brasileira contemporânea”.
    Ainda segundo o parecer, é “portador de uma linguagem predominantemente interiorizante, porém sensível às movimentações sociais. Desde cedo, se afirmou, sobretudo na história curta, mais especificamente no conto. Trata-se de um contista personalíssimo navegando contra a corrente institucional do conto. Neste sentido, suas “Novelas nada exemplares” são exemplos desse esforço de abertura do gênero”. A comissão destacou, também, “A faca no coração”, “A polaquinha”, “Crimes de Paixão", “O vampiro de Curitiba”, entre outras obras do autor curitibano.
     Em 2010 o vencedor foi o filósofo Benedito Nunes. Outros premiados foram: Ferreira Goullar; Autran Dourado; Roberto Cavalcanti de Albuquerque; Antonio Torres; Wilson Martins. A comissão que indicou Dalton Trevisan para o prêmio de 2011 foi formada pelos Acadêmicos Eduardo Portella, Lygia Fagundes Telles, Tarcísio Padilha, Sergio Paulo Rouanet e Geraldo Holanda Cavalcanti.

Prêmio Camões 

    O jornal português O Público divulgou, nesta quarta-feira(06), trechos da carta de agradecimento pelo Prêmio Camões que Dalton Trevisan enviou ao Secretário de Estado da Cultura português, Francisco José Viegas. Trevisan escreve:
     “A consciência de minhas limitações como escritor me proibiu sonhos mais altos. E agora, sem aviso, o Prémio Camões. O prémio dos prémios de Literatura”. E prossegue, sempre no tom característico de sua escrita. “Não mereço, quem sabe. Mais não pude com as forças poucas. Não fosse indomável a língua. Não tivesse o conto mais fim que novo começo”.
      Dalton, que não se expressou publicamente sobre o prestigioso prêmio, dá a entender na sua mensagem que não poderá estar presente na sessão de entrega do prémio, cuja data não está ainda agendada. “Os muitos anos, ai de mim, já me impedem de receber pessoalmente o prémio. Perdoe que o faça nestas pobres palavras”.

 
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    Modigliani chega ao Masp

     Uma mostra didática, Mo­­digliani: Imagens de Uma Vida, que abriu quinta-feira no Masp e era esperada como um destaque do Momento Itália-Brasil, chega a São Paulo reduzida. Em Vitória (ES), a exposição itinerante tinha 150 obras; no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de janeiro, 166 peças; e agora, na capital paulistana, apresenta 61 trabalhos, deles, apenas 11 pinturas do artista. São Paulo é justamente a cidade onde o pintor e escultor italiano Amedeo Modigliani (1884-1920), criador de importância no século 20, está representado em dois importantes acervos – no do próprio Masp, por seis quadros (apenas um está na mostra, o retrato de Madame G. van Muyden); e no do Museu de Arte Contemporânea da USP, por seu autorretrato, datado de 1919, que não foi emprestado para a exposição.
     “Por causa do espaço que conseguimos no Masp a mostra ficou menor aqui”, diz Olivio Guedes, diretor do Mu­­seu Brasileiro da Escultura e da Casa Modigliani em São Paulo e que assina a curadoria da exposição ao lado de Christian Parisot, presidente do Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Ro­­ma. A exposição, preparada há dois anos, começou na China e depois chegou ao Brasil. Após a exibição no Masp, no espaço ao redor da galeria do subsolo da instituição, a mostra seguirá para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
      Modigliani: Imagens de Uma Vida tem como cerne uma linha do tempo que apresenta a trajetória do artista, desde sua formação na Itália até o período áureo vivido por 14 anos em Paris, entre 1906 e até sua morte – tísico, era um homem de saúde frágil. Foi na capital francesa, num momento de efervescência artística e cultural e de encontro com criadores como Picasso, Max Jacob, Chaim Soutine e Moise Kisling – que Amedeo Modigliani criou seu estilo tão próprio. Em suas pinturas de retratos, sobre fundos neutros, as figuras, principalmente femininas, têm o pescoço longilíneo. O artista, assim, alongava a área que vai do corpo à cabeça de seus modelos – muitos, ilustres amigos –, o que se tornou sua marca.   
       São famosos também seus nus e uma das maiores belezas de suas telas é a maneira como ele representa o olhar de quem retrata.
     “Eu o considero um artista reducionista, que compreendeu a complexidade do mundo”, afirma Guedes. A mostra traz 37 obras de Modigliani, entre pinturas, desenhos e esculturas, como trabalhos de mestres e amigos e até telas feitas por sua mulher, Jeanne Hébuterne, que se suicidou grávida depois da morte do artista. Há também cartas, diários e fotografias.


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Dalton Trevisan ganha o maior prêmio da literatura portuguesa


    Trevisan é dono de uma carreira longa e constante, dedicada especialmente ao conto. Nos últimos anos lançou "O Maníaco do Olho Verde" (2008), "Violetas e Pavões" (2009), "Desgracida" (2010), "O Anão e a Ninfeta" (2011) e "Mirinha" (2011).
    O Prêmio Camões é entregue desde 1989, tem o valor de cem mil euros, e é o prémio mais importante da literatura portuguesa. Foi instituído por Portugal e pelo Brasil e é atribuído, alternadamente, nos dois países.
   Além do escritor Silviano Santiago, o júri desta edição foi composto por Rosa Martelo, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Abel Barros Baptista, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; historiador e escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho; Alcir Pécora, professor da Universidade de Campinas; e pela poetisa angolana Ana Paula Tavares.

Biografia

    Trevisan trabalhou durante sua juventude na fábrica de vidros de sua família e chegou a exercer a advocacia durante 7 anos, depois de se formar pela Faculdade de Direito do Paraná (atual UFPR). Quando era estudante de Direito, Trevisan costumava lançar seus contos em modestos folhetos. Liderou o grupo literário que publicou, entre 1946 e 1948, a revista Joaquim. O nome, segundo ele, era "uma homenagem a todos os Joaquins do Brasil". A publicação tornou-se porta-voz de uma geração de escritores, críticos e poetas.
    Entre as muitas obras do escritor, estão os livros "A Polaquinha" (1985), "Arara Bêbada" (2004), "A Trombeta do Anjo Vingador" (1977), "Capitu Sou Eu" (2003) e
"Cemitério de Elefantes" (1964).

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Acervo do Teatro Guaíra será colocado à disposição do público na internet

     O acervo do Teatro Guaíra será restaurado e colocado à disposição na internet. Fotografias de espetáculos, recortes de jornal, panfletos, cartazes, filmes em película, fitas em VHS, em cassete, bem como discos de vinil poderão ser acessados pelo público, daqui aproximadamente 18 meses.

     Termo de compromisso assinado na no dia 15/05 desse ano, passa ao Departamento de Arquivo Público do Paraná (Deap) a responsabilidade pela guarda e conservação do acervo. O documento foi assinado pelo diretor do Departamento - Antônio Celso Ferreira Júnior-, pela diretora-presidente do Centro Cultura Teatro Guaíra (CCTG) - Mônica Rischbieter-, e pelo diretor-geral da Secretaria da Administração e Previdência - Jorge Sebastião De Bem.


“É um ganho importante recuperar essa memória. É um processo que recupera o passado e vai ser a preservação para o futuro, que interessa ao curitibano e ao povo paranaense” afirmou Sebastião De Bem. De acordo com Mônica, a transferência dos documentos vai dar mais segurança para a preservação da história das artes cênicas. “O teatro não tem condições e nem salas climatizadas para guardar esse material. Nosso medo é que este acervo se perca ao longo do tempo”.


     Antônio Celso explicou que o acervo será recuperado para depois serem feitos o inventário e a digitalização do material, que, então, estará disponível no site do Teatro Guaíra.
 
Fonte: AENotícias

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B.B.King em Curitiba

    Com quase absoluta certeza, o guitarrista americano B. B. King fará show em Curitiba, no dia 02 de outubro - no Teatro Guaíra. Ainda não há informações sobre valor ou venda de ingressos. No site oficial do músico, a sua está marcada para outubro. Mas, a assessoria de imprensa do teatro afirmou que apesar da produção do guitarrista ter entrado em contato, a data mencionada acima ainda não foi reservada.

B.B.King
     Conhecido como o Rei do Blues, B.B.King é um dos mais reconhecidos cantor e guitarrista de blues da atualidade. Nascido em 16 de setembro de 1925, no Mississippi, EUA. Seu estilo de poucas notas foi inspirador de grandes nomes do rock como Jimi Hendrix e Eric Clapton.
Em breve, novas informações e curiosidades serão postadas!!!
  

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   Derico 35 Anos

Gui e Derico, durante o lançamento do Show em comemoração aos35 anos de carreira desse carismático e grande músico (Museu Oscar Niemeyer, Curitiba-Pr)




     Conhecido como um dos melhores músicos do Brasil, o saxofonista João Frederico Sciotti - o“Derico” do Programa do Jô, da Rede Globo-, esteve em Curitiba-Pr, para o lançamento do projeto “Derico 35 Anos”, referente ao show em comemoração aos seus 35 anos de carreira.
   O evento ocorreu no dia 29/04, no Museu Oscar Niemeyer, durante um coquetel envolvendo patrocinadores e convidados, que tiveram a satisfação ímpar de ouvir o próprio músico comentar – com grande entusiasmo-, sobre a origem desse projeto.
       (...) é um sonho que venho alimentando durante anos!  afirma Derico.
      Segundo ele, durante o show será gravado um dvd comemorativo à referida data. Para tanto, ele contará com a participação de grandes amigos e personalidades do cenário da música brasileira, tais como Ney Matogrosso, Frejat, Toquinho, os integrantes do Quinteto do Jô, entre outros.
     O espetáculo ocorrerá no dia 08 de novembro desse ano, no Teatro Guairá (Curitiba, Pr). Parte da renda será destinada à Provopar Estadual  (Programa do Voluntariado Paranaense, vinculado à Secretaria da Saúde e Bem-Estar Social). Carlise Kwiatkowski (presidente dessa instituição) agradeceu ao músico pela ação beneficente.
        “(...) essa verba será aplicada em nossos programas destinados ao atendimento das pessoas em situação de vulnerabilidade social em todo Estado. Este é um presente para os paranaenses. Além de o Derico nos alegrar, encantar com este show, ainda vamos poder ajudar as pessoas que tanto precisam”. (palavras da Carlise)
           
       Com certeza, o dia 08 de novembro entrará para a história do Derico, bem como de todos aqueles que testemunharem esse encontro musical em comemoração aos seus 35 anos de muita música e sonhos!!!
        Para maiores informações, acessem o site  www.derico35.com.br

Fonte: Assessoria de Imprensa do Provopar





No próximo dia 06 (sábado), postarei informações sobre a pintura que será entregue ao Derico






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Livro com partituras raras e desconhecidas de Pixinguinha será lançado no RJ







     No ano em que comemoraria seu 115º aniversário - completado no último dia 23, data em que também se celebra o Dia Nacional do Choro-, Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana – 1897-1973) ainda tem preciosidades musicais a serem reveladas ao público. O Instituto Moreira Salles (IMS), há mais de dez anos guardião do acervo do compositor carioca - lança na próxima quarta-feira (2), às 20h, no Rio de Janeiro-, o livro “Pixinguinha: Inéditas e Redescobertas”, com 20 partituras (nove totalmente inéditas e 11 desconhecidas, embora editadas anteriormente).
     São músicas que refletem períodos históricos e influências diversas na carreira do compositor e são o resultado de um trabalho de prospecção iniciado em 2008 no acervo, sob a responsabilidade da coordenadora de música do IMS, Bia Paes Leme. Em 2010 esse trabalho já produziu uma primeira publicação feita, como a que vai ser lançada agora em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Trata-se do álbum Pixinguinha na Pauta, reunindo 36 arranjos do mestre do choro para o programa de rádio O Pessoal da Velha Guarda, comandado por Almirante na década de 40.
      De acordo com Bia Paes, as partituras descobertas e redescobertas para esta nova publicação revelam composições de alto nível. “Tanto pela confirmação da autoria explícita nas partituras, quanto pela análise da composição em si, encontramos nove músicas inéditas e mais uma que chegou a ser gravada em 78 rotações. Para completar o álbum, encontramos composições que já haviam sido editadas em papel, mas que nunca foram gravadas. Fizemos um grande trabalho de recuperação dessas músicas de excelente qualidade, desconhecidas até agora do repertório de Pixinguinha”, conta.
      A partir da publicação do livro com as partituras, a expectativa é de que as composições inéditas de Pixinguinha sejam gravadas. “A nossa preocupação dentro do IMS é de fornecer as partituras para que os músicos tomem a iniciativa de gravar . Nos propomos a publicar partituras de excelente qualidade, com um trabalho criterioso de edição, que ficam disponibilizadas para quem quiser”, explica a coordenadora de música da instituição.
     No lançamento no IMS do Rio (Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea) os pianistas Benjamin Taubkin, Leandro Braga e Cristóvão Bastos apresentarão todas as músicas inéditas, com arranjos próprios, e mais alguns clássicos de Pixinguinha, como Carinhoso, Naquele Tempo e Ingênuo. Os ingressos custam R$ 30, a inteira, e R$ 15, a meia entrada.
    Outros dois shows de lançamento serão realizados em São Paulo, no Teatro Fecap (Avenida da Liberdade, 5320, nos dias 4 e 5 de maio, às 21h. Os ingressos para a primeira apresentação custam R$ 30, a inteira, e R$ 15, a meia entrada. O show de sábado (4) integra a programação da Virada Cultural da capital paulista e terá entrada gratuita.

fonte: www.gazetadopovo.com.br
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Como resgatar o prazer da leitura?


      Metade dos brasileiros declara não ler por falta de tempo e outros 30% dizem não gostar de livros. Os dados, da pesquisa Retratos da Leitura, evidenciam o tamanho do desafio que é estimular esse hábito no Brasil. Para educadores e escritores, o problema é que ler deixou de ser uma prioridade na vida das pessoas.
      O índice de leitura do brasileiro (quatro livros por ano em média – dos quais 2,1 livros são lidos inteiros e dois em partes) é baixo se comparado a outros países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Os franceses leem em média sete livros ao ano, os chilenos 5,4 e os argentinos 4,6. A meta do governo é fazer com que a população leia pelo menos dez obras ao ano.
     Poeta e professor aposentado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alcides Buss diz que no Brasil não há leitura como passatempo, ao contrário de outros países. Para ele, o cenário é ainda pior do que o apontado pela pesquisa, que leva em conta livros didáticos e paradidáticos. “Se chegarmos a este patamar de quatro livros ao ano será fantástico”, diz.
     Para mudar essa realidade, Buss sugere fazer campanhas nacionais de incentivo à leitura e valorizar os autores brasileiros. “Nos últimos anos, o foco está muito em cima dos best-sellers. Os nossos autores ficaram em segundo plano”, afirma. “Também é preciso baratear o preço dos livros e tornar as bibliotecas mais dinâmicas”, completa.
      Professor da Universidade Estadual de Campinas (Uni­camp), Ezequiel Theodoro da Silva considera que o país acumula uma dívida imensa com a promoção da leitura, por isso, hoje há múltiplas e imensas barreiras para os brasileiros lerem mais. “A política atual privilegia muito mais a produção e distribuição de livros, satisfazendo os editores, mas pouco contempla a leitura. Quer dizer, temos livros, mas não mediadores e a infraestrutura de que eles necessitam para formar leitores”, analisa.
      Para ele, as bibliotecas brasileiras, com raras exceções, fazem um trabalho muito tímido de divulgação e não atingem as diferentes camadas da população.

Valorização

      Envolver a sociedade em campanhas de leitura é um caminho para valorizar o livro, diz a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Marta Morais da Costa, que faz parte da Cátedra da Unesco de Leitura. Ela afirma que a leitura é uma responsabilidade da sociedade – escola, família, igreja e empresas.       Inúmeras ações precisam ser tomadas para transformar a realidade, inclusive, cobrar leituras de qualidade em concursos públicos e promover mais o livro na mídia.
    Carmem Pimentel, coordenadora nacional do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), do governo federal, concorda que o estímulo à leitura precisa partir da família e da escola, mas aponta outro problema: “Os professores não são leitores. Como eles vão estimular os alunos?”.
Projetos
Iniciativas públicas e ONGs tentam aproximar leitores e livros

    Por meio de iniciativas públicas e não-governamentais, o país tenta caminhar para superar as dificuldades de leitura. O Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) é o mais antigo projeto em vigor – completa 20 anos de existência neste ano. São 74 comitês espalhados em todas as regiões do país cuja finalidade é formar mediadores, bibliotecas comunitárias e melhorar a qualidade das bibliotecas existentes.
     No Paraná, ano passado, foi lançado o Plano Estadual do Livro. Apesar de ainda não ter se tornado lei, o plano já resultou em ações práticas. São oficinas de criação literária e o projeto Um Escritor na Biblioteca, com nomes da literatura contemporânea – atividades realizadas na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba. No segundo semestre deste ano, estão previstas atividades nas cidades do interior, segundo o governo do estado.

Estímulo ao prazer

     Há também ações feitas por universidades e ONGs. Em Foz do Iguaçu, a ONG Guatá – Cultura em Movimento trabalha com o projeto Tirando de Letra, que incentiva a leitura por métodos não-convencionais em escolas, ruas e praças. Mediadores promovem leituras, debates e diálogos entre os participantes. Nas ações, os próprios alunos escolhem as obras a serem lidas e são surpreendidos por exercícios que os aproximam da escrita e da leitura. Histórias são contadas coletivamente e a leitura é mistura à oralidade. O propósito é estimular o prazer da leitura. “É uma troca de conhecimento e experiência não é o ‘saber’ contra a falta de leitura”, diz Silvio Campana, um dos coordenadores do projeto.





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País perde a graça de Millôr


     O escritor e cartunista Millôr Fernandes morreu aos 88 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral em sua casa, na noite de terça-feira, no Rio de Janeiro. Jornalista, escritor, ilustrador, dramaturgo, fabulista, calígrafo, tradutor, inventor do frescobol e “medalha de ouro no concurso para ele mesmo” (como uma vez se definiu), Millôr Fernandes foi, ao longo de mais de sete décadas de carreira, uma figura pública única no Brasil.

     Segundo o filho do escritor, Ivan Fernandes, Millôr teve falência múltipla dos órgãos. O velório será hoje, das 10 às 15 horas, no cemitério Memorial do Carmo, zona portuária do Rio. O corpo será cremado em cerimônia restrita à família.
    Millôr deixa dois filhos, Ivan e Paula, frutos de seu relacionamento com Wanda Rubino. Dois de seus irmãos são vivos: Ruth, que mora no Equador, e Hélio, proprietário do jornal Tribuna da Imprensa.
    Um frasista brilhante que via no humor “a quintessência da seriedade”, como gostava de resumir, Millôr passou grande parte da vida profissional ameaçado pela censura. Com passagens marcantes por veículos como O Cruzeiro, O Pasquim e Jornal do Brasil, entre muitos outros, ele participou de algumas das principais transformações da imprensa brasileira no século 20 e se tornou um dos mais queridos cronistas do país.

Origem

     Filho de Francisco Fer­nandes e de Maria Viola Fer­nandes, Millôr Fernandes nasceu no Méier, bairro da Zona Norte carioca ao qual só se referia como “Meyer”, em 16 de agosto de 1923. A data de nascimento que constava de sua carteira de identidade, no entanto, era 25 de maio de 1924. Outra confusão deu o nome com que se tornou conhecido. Seus pais queriam chamá-lo de Milton, mas o nome, escrito à mão, acabou lido e registrado no cartório como Millôr. Ao descobrir o engano, já com 17 anos, resolveu adotar a nomeação acidental.
     Perdeu o pai e a mãe cedo, e a orfandade, dizia, o fez chegar não só à conclusão de que Deus não existe, como lhe proporcionou o que ele chamou de “a paz da descrença”. “Você nunca viu 10 mil incrédulos invadirem o país de outros 10 mil incrédulos para impor sua descrença”, escreveu, muitos anos depois, para defender sua posição.

Carreira

     Aos 19, Millôr foi contratado pela revista O Cruzeiro. No período em que ficou na publicação, as vendas subiram de 11 mil exemplares para 750 mil.
Millôr fez sua primeira exposição de desenhos em 1957, no Museu de Arte Moderna. Foi um dos criadores do O Pif-Paf. Apesar de ter durado apenas oito edições, o jornal é considerado o início da imprensa alternativa no Brasil. Ele foi ainda um dos colaboradores de O Pasquim, reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.
    Millôr foi também dramaturgo, autor de peças como Pigmaleoa (1962) e Computa, Computador, Computa (1972). Seu trabalho como tradutor também foi marcante, em especial para teatro. Suas versões de peças de Shakespeare se tornaram referência no meio, assim como de outros autores, sobretudo de língua inglesa – como Edward Albee, Tennessee Williams e Beckett –, mas não só.
      Entre suas principais obras publicados estão The Cow Went to the Swamp ou A Vaca Foi para o Brejo e Livro Vermelho dos Pensamentos de Millôr.
      Millôr foi colaborador da revista Veja e de vários jornais, entre eles, O Globo e O Estado de São Paulo.
Nos últimos anos, Millôr repetia em entrevistas que era “indecentemente feliz”. Dizia viver na melhor época da história, e admirava o desenvolvimento tecnológico – comprou seu primeiro computador em 1986, criou um site em 2000 (www.millor.com.br) e mantinha uma conta no Twitter (com mais de 335 mil seguidores) desde 2009.

(confira outras curiosidades sobre Millôr na página DEVANEIOS ARTÍSTICOS)

fonte: www.gazetadopovo.com.br
 





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Especialistas acreditam ter encontrado obra de Leonardo da Vinci

     Estes rastros foram encontrados graças a microcâmeras colocadas através de uma obra de Vasari, que se encontra no famoso Salão dos Quinhentos do Palazzo Vecchio, símbolo do poder da família Médicie e atualmente sede da prefeitura de Florença.
     Especialistas anunciaram nesta segunda-feira que acreditam ter encontrado rastros de uma obra inacabada que atribuem ao gênio italiano do Renascimento Leonardo da Vinci, em uma coletiva de imprensa em Florença, capital da Toscana.
     Estes rastros foram encontrados graças a microcâmeras colocadas através de uma obra de Vasari, que se encontra no famoso Salão dos Quinhentos do Palazzo Vecchio, símbolo do poder da família Médicie e atualmente sede da prefeitura de Florença.
     Segundo os especialistas, seria a mesma tinta preta utilizada por Da Vinci para pintar La Gioconda.
        "São dados estimulantes, mesmo quando estamos apenas em uma fase preliminar da investigação e há muito trabalho para resolver o mistério. As provas nos sugerem que vamos pelo bom caminho", advertiu o professor de História da Arte da Universidade de San Diego, Maurizio Seracini, impulsionador da investigação.
     A investigação gerou controvérsia na Itália. Cerca de uma centena de historiadores assinaram um manifesto no qual denunciaram o que chamaram de "operação publicitária ao estilo Dan Browm", autor do best-seller O Código Da Vinci.
      Os historiadores também temem que as microssondas utilizadas por Seracini tenham danificado o afresco de Vasari, pintado em 1563, chamado de "Batalha de Marciano".
      Autoridades culturais de Florença, entre elas a Oficina das Pedras Duras, uma entidade especializada na restauração de pinturas, estão convencidas de que Vasari pintou seu afresco em cima da pintura inacabada de Da Vinci.
      Por enquanto não existem provas definitivas da descoberta e serão necessárias mais análises, reconheceram os mesmos especialistas.
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Retratos do cotidiano antigo

 

          Cineasta responsável por Pátria Redimida, que marcou a 1.ª fase do cinema paranaense e documentou o início da Revolução de 1930, João Baptista Groff (1897-1970) foi um artista multimídia: além da produção cinematográfica, trabalhou como fotógrafo, pintor, dono de cinema e de uma loja de artigos diversos. Nas décadas de 1920 e 1930, Groff dedicou-se principalmente à fotografia. Essas imagens, que retratam a Curitiba da época, estarão expostas a partir de amanhã na mostra João Baptista Groff – Caçador de Imagens, que será aberta na Casa Romário Martins (Veja o serviço completo da exposição no Guia Gazeta do Povo).

        As 50 fotografias da exposição, que tem curadoria do coordenador de pesquisa da diretoria de Patrimônio da Fundação Cultural de Curitiba, Marcelo Sutil, e da arquiteta Doris Regina Teixeira, fazem parte do acervo da instituição e são um dos principais registros da história da cidade. “Queremos divulgar o nosso acervo e possibilitar que o público saiba da importância de Groff para o cenário cultural”, diz Sutil.
        O curador destaca que a principal característica do “Groff fotógrafo” foi a de retratar o cotidiano de Curitiba e a movimentação nas principais ruas e praças da cidade, como XV de Novembro, Barão do Rio Branco e as praças Tiradentes e Osório. “Alguns profissionais que atuavam na mesma época preferiam fotografar ações mais relacionadas com o desenvolvimento da cidade, como construções, por exemplo. Já o Groff gostava de retratar a moça na carroça que vinha de localidades distantes para vender seu produto no centro. Ele sabia transformar o simples em belas imagens.”
      As fotografias também registram os primeiros sinais de modernidade que começavam a tomar conta da cidade, como os bondes e veículos da época dividindo espaço com os pedestres. Filmes realizados por Groff também serão projetados na mostra, que trará na mesma sala um texto de seu filho, Luiz Groff.

Trajetória

       Adolescente, João Baptista Groff ganhou a primeira câmera fotográfica de seu padrinho e logo começou a captar imagens da cidade – fotografias que ele transformava em cartões postais e vendia em sua loja de artigos do gênero. Em 1927, foi premiado no Salão de Fotografia de Paris, mas logo passou a se dedicar mais ao cinema. Morreu em 1970 e, atualmente, uma das salas da Cinemateca de Curitiba leva seu nome.

Serviço:
          João Baptista Groff – Caçador de Imagens. Casa Romário Martins (Lgo. da Ordem, 30), (41) 3321 3255. A partir de amanhã, de 3ª a 6ª, das 9h às 12h e das 13h às 17h; sáb, dom. e fer. das 9h às 14h. Entrada franca. Até 1.º de novembro.

 

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Entre os mundos do choro e da burocracia

 

Concerto cênico conta história de gênero musical a partir dos devaneios de um pesquisador que tenta se inscrever na lei de incentivo

       Um musicólogo fascinado por sua pesquisa viaja em descobertas enquanto é obrigado a percorrer um mundo de formulários, carimbos e burocratas que não estão nem aí para o que ele está falando. A sinopse do concerto cênico http://www.istoebom.com.br/, que estreia na próxima sexta-feira no Pequeno Auditório do Teatro Positivo , poderia se aplicar ao sentimento de muitos artistas que penam ao lidar com os trâmites dos editais de incentivo à cultura – realidade bastante conhecida em todo o país. Não há coincidência: o mote foi inspirado pelas experiências dos próprios músicos do concerto – Zélia Brandão (flauta e pícolo), Marília Giller (piano), Paulo Urban (flauta) – que contam a história do choro a partir dos devaneios musicais de um pesquisador (interpretado por Anderson Antoniacomi).
        “É uma brincadeira sobre as dificuldades que a gente enfrenta e a distância dos mundos burocrático e artístico que somos obrigados a cruzar”, diz Zélia. Ela idealizou o concerto a partir de um trabalho de pesquisa didática que recolhia material para um curso de música popular brasileira para flauta. O próprio nome da peça é uma referência às ferramentas on-line a que músicos são obrigados a recorrer mesmo quando não têm familiaridade com o ambiente da web. “Não se pode mais apenas ficar envolvido no plano artístico, no preciosismo de uma pesquisa, no estudo do instrumento. Tem que enfrentar documentação, orçamento. Para a gente é meio custoso, mas é meio engraçado também”, diz Zélia.
Serviço
Veja as informações do espetáculo no Guia Gazeta do Povo
          O enredo é o fio condutor do repertório que passa pelas raízes do choro em polcas, maxixes, valsas, tangos brasileiros, modinhas e outras danças de sua árvore genealógica. Entre os compositores selecionados, surgem nomes como Chiquinha Gonzaga (1847-1935) Joaquim Antonio Callado (1848-1880), Henrique Alves de Mesquita (1830-1906), Ernesto Nazareth (1863-1934), Zequinha de Abreu (1880-1935) e Donga (1890-1974), além de Xisto Bahia (1841-1894), autor do lundu “Isto É Bom”, que dá nome à peça. “São as raízes da música brasileira que começaram a acontecer ali naquela época, no Rio de Janeiro”, explica Zélia.
      Todas os episódios vividos pelo personagem trazem informações que complementam as 15 músicas tocadas na apresentação do trio, que acumulou um repertório de mais de 100 músicas ligadas à pesquisa. “Eu tinha vontade de colocar a música dentro de um contexto que pudesse transmitir mais coisas que a linguagem abstrata da música”, diz Zélia, sobre o formato cênico do concerto, o qual utiliza pela sétima vez. “O repertório é bonito por si só, tem apelo. Mas fica mais valorizado se colocado dentro do contexto histórico”, diz a musicista, para quem o choro conserva sua característica livre, que marcou a sua origem, e continua um gênero “vivo e em evolução”. “Ainda há choro por toda a parte”, diz.

Serviço:
http://www.istoebom.com.br/. Teatro Positivo – Pequeno Auditório (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300), (41) 3317-3283. Dias 24 e 25 de fevereiro e 2 e 3 de março, às 20h30, e 26 de fevereiro e 4 de março, às 19h. R$10 e R$5 (meia-entrada). No dia 2 de março, o concerto será apresentado na biblioteca da Universidade Positivo.

 

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Teatro Guaíra recebe obras de revitalização

 

     A revitalização teve início em janeiro e começou com a recuperação das calçadas conservando as características existentes. Em breve os jardins que cercam o prédio também serão totalmente refeitos.

     Outras providências foram tomadas pela administração do Teatro Guaíra com relação à conservação do prédio, como a lavagem das paredes externas, vidros e da fachada que mantém um painel com desenhos de Poty Lazzarotto.

Restauro

     Toda a estrutura do Teatro Guaíra também passará por reforma. A licitação para contratação dos projetos será feita ainda neste semestre e envolve obras de recuperação das redes elétrica e hidráulica, restauro do prédio e revitalização do espaço cênico, entre outras. “O Guaíra é um dos espaços culturais mais importantes do Brasil e o restauro será fundamental para preservarmos o teatro e garantir um espaço de qualidade tanto para o público quanto para os artistas”, explica Mônica Rischbieter, diretora presidente.

     Tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná desde 2003 o Teatro Guaíra inclui-se no contexto das obras realizadas em Curitiba por ocasião das comemorações do centenário da emancipação política do Paraná, vindo a compor, juntamente com a Biblioteca Pública, o Centro Cívico, a Praça 19 de Dezembro e o Colégio Estadual, um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da cidade.


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Festival de Curitiba divulga espetáculos da Mostra Oficial

 

     Os espetáculos que participam da Mostra Oficial da 21ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, que acontece entre 27 de março e 8 de abril, foram divulgados na manhã desta quarta-feira (8). Os destaques são as peças “O Libertino”, de Jô Soares, “Palácio do Fim”, de José Wilker, “Gargólios”, de Gerald Thomas e “Hécuba”, de Gabriel Villela.

Amigo leitor, gente boa,..., confira a programação na página AGENDA CULTURAL


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Reflexivo, sombrio e genial

      O Museu Oscar Niemeyer abre a partir do dia 26/01, a exposição Os Caprichos, de Goya, que mostram o lado fantasioso e crítico do pintor e gravurista espanhol.

     O pintor espanhol Francisco de Goya (1746-1828) é mais conhecido por suas pinturas, que mesclam comédia e tragédia com uma acentuação particular na discrepância entre o claro e o escuro.

     Foi em suas gravuras, porém, que o pintor guardou grande parte de sua crítica e de seu misticismo, que o fez ser considerado por muitos especialistas como um dos precursores da arte moderna.

     Produzida entre 1797 e 1799, Os Caprichos é formada por pequenas gravuras feitas em uma técnica mista que emprega água-forte, água-tinta, ponta seca e buril e que retratam muitos dos questionamentos que o pintor fazia a respeito da nobreza, do clero e de vícios e virtudes da sociedade espanhola de sua época. É o que explica a diretora do museu Estela Sandrini: “Goya trabalhava a serviço da corte, e questionava muito seus modos. Esse trabalho dele é quase uma dissertação, em que explora bem o lado fantasioso e crítico de sua obra. Essa exposição é o que há de melhor em gravuras e o que há de melhor em ideias na produção dele”.

      Dispostos em uma sequência numerada de 1 a 80 e agrupados em duplas na mesma moldura, os “caprichos” se transformam ao longo de sua produção – de retratos realistas e bem-humorados de donzelas e nobres, para gravuras sombrias, metafóricas e fantasiosas. Por exemplo, o clero, muitas vezes, é representado como formado por duendes e os artistas, como macacos. Acompanhando cada “capricho”, um título e um texto complementam o desenho com os pensamentos de Goya sobre vários temas, como prostituição, a vida em sociedade, a aristocracia espanhola e as superstições. “O texto é quase sempre uma frase inteira, quase poética, como se ele fosse descrevendo a gravura. A reflexão que o texto propõe, junto com os quadros pequenos, fazem de Os Caprichos uma exposição intimista”, explica Estela.

      A mostra, que já passou por capitais como Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Brasília, é trazida pelo Instituto Cervantes da Espanha, detentor do acervo itinerante, e é idêntica à série guardada no Museu do Prado, em Madri. Reimpressas graças à técnica de gravura em metal, os desenhos de Goya que podem ser vistos no MON foram criados em 1928, sendo a décima primeira de 20 edições de Os Caprichos. “Essas gravuras rodam o mundo enquanto no Museu do Prado ficam outras, guardadas na parte inferior do museu como verdadeiras relíquias, junto com os quadros do [pintor holandês Hieronymus] Bosch e da fase negra do Goya, importantíssimas para a história da arte”, afirma a diretora do museu. Os Caprichos de Goya ficam expostos no MON até o dia 24 de abril, de onde seguem de volta para a Espanha.


Museu Oscar Niemeyer (Curitiba-Pr; R. Mal. Hermes, 999). Fone: (41) 3350-4400

fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog


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O mestre da gravura brasileira e metal

      

 A eclosão da Primeira Guerra Mundial segurou no Brasil aquele que seria um dos principais nomes da gravura em metal por estas bandas: o italiano Carlos Oswald (1882-1971), nascido em Florença e filho de um brasileiro. Na bagagem da segunda visita que fez ao Rio de Janeiro, em 1913, prevista para durar apenas o tempo de uma exposição, ele trouxe uma técnica apurada na execução da arte – incipiente no país daqueles tempos, mas que na Europa já era considerada uma válida e interessante forma de expressão.

      Ainda em Florença, Oswald realizou cerca de 30 gravuras em metal que integram um conjunto de 58 obras pertencentes ao Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, que agora é exposto na Caixa Cultural sob o nome O Resgate de um Mestre, com abertura hoje às 19h30.

Símbolo

      Impossibilitado de voltar à Europa em guerra, o artista criou vínculos com a então capital nacional. No Rio, ele casou-se, criou sete filhos e abriu a primeira escola de gravura do país. Sua trajetória também inclui uma gigantesca contribuição simbólica ao país: de seu ateliê saíram, no início da década de 1920, os croquis da estátua do Cristo Redentor, executada em Paris por Paul Landowski.

      Entre os paranaenses, Oswald exerceu considerável influência ao ser professor de Poty Lazzarotto (1924-1998) no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. “Apesar de Poty ter um traço único, completamente diferente, ele aprimorou sua técnica com Oswald”, comenta o curador da exposição, Paulo Vergolino.

     Entre os temas escolhidos por Oswald ao longo de sua produção de gravuras, são recorrentes as citações religiosas, as paisagens e muitas figuras humanas. “Colhi trabalhos raríssimos, passando por todas as fases do artista”, explica Vergolino. Ele cita a precisão no uso do claro/escuro e o traço firme como características marcantes de sua obra.

     Com apuro técnico como artista e professor, Oswald contribuiu para elevar a gravura do patamar de mera reprodução da realidade.


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Sem usar palavras, documentário conta trajetória musical de Tom Jobim


        Com estreia prevista para o dia 20 deste mês (em cinemas de todo o país), o documentário "A Música Segundo Tom Jobim" mostra a trajetória do compositor brasileiro, autor de obra mundialmente reconhecida como uma das mais importantes da música popular do século 20. Concebido com base na música do “maestro soberano”, com imagens em movimento e fotográficas (não há uma palavra sequer no filme) o documentário tem a direção de um dos mais importantes cineastas brasileiros - isto é,  Nelson Pereira dos Santos -, em parceria com a neta de Tom, Dora Jobim.
        A decisão de trabalhar unicamente com o acervo de fotos e filmes da família do compositor e os arquivos obtidos pelo pesquisador Antonio Venâncio foi do diretor de Vidas Secas e Memórias do Cárcere, entre mais de 20 filmes premiados. “Vi que em cada imagem havia outra história, e mais outra. Era uma história dentro da outra, contando tudo por meio da música”, disse o cineasta, ao explicar que o material podia, por si só, mostrar a trajetória de Antônio Carlos Jobim (1927-1994).
          Com experiência na área dos DVDs musicais, Dora Jobim, que divide a direção com Nélson, foi responsável pelo levantamento extenso do acervo fotográfico e de imagens da viúva de Tom, Ana Jobim. O resultado é uma sucessão de imagens do próprio compositor e de cantores brasileiros e estrangeiros, em interpretações de clássicos do repertório jobiniano.
        São mais de 40 nomes interpretando as canções de Jobim ao longo dos 90 minutos do documentário. Entre os brasileiros estão Elizeth Cardoso, Maysa, Elis Regina, Nara Leão,Gal Costa, Nana Caymmi, Miúcha, Adriana Calcanhoto, Agostinho dos Santos, Vinicius de Morais, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Paulinho da Viola e Carlinhos Brown. A relação de intérpretes internacionais inclui nomes como Frank Sinatra, Judy Garland, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Errol Garner, Henri Salvador e as contemporâneas Diana Krall e Jane Monheit.
        Produção da Regina Filmes, o documentário tem roteiro assinado pelo próprio Nelson Pereira dos Santos, juntamente com a cantora Miúcha. A direção musical ficou a cargo do filho de Tom, o também músico Paulo Jobim.



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Em reconhecimento ao rico patrimônio histórico e cultural da cidade, um dos mais importantes e conservados da região sul do Brasil, a Lapa foi eleita como Capital Brasileira da Cultura (CBC) 2011, por um comitê formado pelo Bureau Internacional de Capitais Culturais  e pelas entidades que apóiam o projeto Capital Brasileira da Cultura.
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      O anúncio oficial da escolha da Lapa como CBC 2011 foi realizado pelo Bureau Internacional de Capitais Culturais, em Barcelona; e pela ONG CBC – Capital Brasileira da Cultura (www.capitalbrasileiradacultura.org), entidade responsável pela promoção e gestão deste título aqui no Brasil.

     O Bureau Internacional de Capitais Culturais (www.ibocc.org) é um orgão internacional com sede em Barcelona, que criou (e mantêm) os projetos da Capital Brasileira da Cultura, da Capital Americana da Cultura, da Capital da Cultura Catalã, da Capital da Cultura Espanhola e da US Capital of Culture, nos Estados Unidos, além de apoiar e incentivar projetos semelhantes em outras partes do globo.

   Aqui no Brasil, a gestão desta certificação é mantida e supervisionada pela CBC – Capital Brasileira da Cultura, entidade sediada em São Paulo, contando com o apoio dos Ministérios da Cultura e do Turismo, bem como com a participação e parceria de entidades como o Discovery Networks Latin América / US Hispanic, SESC TV e da Quixote Art & Eventos de Curitiba.

    Com a escolha da Lapa, no Paraná, esta será a sexta cidade brasileira a conquistar o posto de Capital Brasileira da Cultura. Em 2006, esse título foi concedido à cidade de Olinda (PE); em 2007  à São João Del Rey (MG); em 2008, à Caxias do Sul (RS); em 2009 à São Luis (MA); e em 2010  à Ribeirão Preto (SP).
    
    Com cerca de 42 mil habitantes e situada a 62 km de Curitiba, a cidade possui 235 edifícios, no seu centro histórico formado por 14 quarteirões, tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), onde se destacam o conjunto arquitetônico da Rua do Cotovelo, Theatro São João, Museu de Armas, Casa Lacerda, Casa Vermelha e o Museu Histórico. No patrimônio cultural imaterial destacam-se as Congadas, a Noite Lapiana e as diversas festas religiosas e populares, além da gastronomia influenciada pelo movimento tropeirista.

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(em breve outras informações serão postadas)

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Na Cartuxa de Valldemossa, em Maiorca, Siviero faz histórico recital

integralmente devotado a Chopin




Durante o inverno de 1838-1839, Chopin permaneceu na cidade de Valdemossa, em um antigo monastério datado do século 14 visando a descansar e tratar-se de uma tuberculose que o consumia. O contratempo climático, unido a um desgaste já iniciado em sua relação com a escritora George Sand, trouxeram consequências catastróficas na vida do compositor polonês. Mas foi aí, neste pequeno povoado, que muitas de suas obras foram finalizadas, incluindo mazurkas, polonaises, scherzos... 

O que ninguém suspeitava, no entanto, era o fato de que, como mostra o video abaixo produzido pela televisão espanhola, a verdadeira cela em que Chopin viveu não foi a de numero 2, mas a de numero 4.  A noticia rapidamente correu o mundo.

No dia 02 de abril de 2011, contando coma  presença de diversas personalidades acadêmicas e artísticas de diversas aprtes do mundo, Siviero foi o primeiro pianista a realizar o que foi o primeiro recital oficial dentro da verdadeira cela em que Chopin viveu, com repertório baseado nas obras finalizadas durante esse período maiorquino do compositor (assista ao video explicativo abaixo). O público convidado, que abarrotava o histórico e memorável espaço, trouxe até mesmo certa dose de inveja aos muitos turistas que, inutilmente, tentavam conseguir garantir sua presença.   “Ser convidado para inaugurar a cela onde viveu Chopin é uma honra impossível de se descrever.  Agregar este fato ao encerramento das comemorações do bicentenário de nascimento do compositor fez com que esse recital tomasse uma importância ainda maior”, afirmou emocionadamente o pianista Alvaro Siviero.


fonte: www.alvarosiviero.com


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Um maestro por todos. Entrevista com Osvaldo Colarusso



Entre uma parede inteira de livros e o piano, o maestro Osvaldo Colarusso move as cadeiras de lugar e sugere os melhores pontos em sua sala para ser fotografado. O paulista radicado em Curitiba se porta com receptividade e desenvoltura de comunicador. Não é por menos: além de reger, como convidado, algumas das grandes orquestras do país, Colarusso produz e apresenta programas de música erudita na Rádio Educativa do Paraná [leia quadro ao lado] desde que deixou a regência da Orquestra Sinfônica (OSP), em 1998. Começou no programa A Música de Hoje É, em que explicava e colocava para tocar um clássico por dia, das 13 às 13h30. “Com esse programa, eu percebi que falar para o público era uma coisa muito boa”, diz.
Quando, quase por reflexo, Colarusso retira um de seus livros de artes visuais da estante e fala sobre relações entre a pintura abstrata de Kandinsky e a música atonal de Schönberg, sua vocação fica mais clara. A didática do maestro tem história, e não apenas porque também é professor. Explicar os concertos faz parte de sua atuação como regente, influenciada por um de seus professores, o maestro Eleazar de Carvalho (1912-1996) – de acordo com Colarusso, um excelente comunicador. “Aprendi muito nos concertos em que ele falava quando eu era garoto e, posteriormente, quando comecei a estudar música com ele. Ele tinha um talento para comunicador, que foi uma coisa que me norteou”, diz. “Em todos os meus concertos, e as orquestas já sabem disso, eu comento e faço o público se aproximar mais da obra.” 


Nos ouvidos da rua

A aproximação é uma constante nos objetivos artísticos de Colarusso, seja no rádio ou nos concertos. Ele quer encurtar a distância entre os ouvintes de música popular da erudita, e vice-versa. Quer fazer perceber a relação do jazz com Debussy, e entre os homens do sertão de Guimarães Rosa e da Bachianas Brasileiras n.º4 de Villa-Lobos. Sobretudo, quer trazer as orquestras e os maestros para mais perto do público. “Uma orquestra é como um museu. Permite que as pessoas tenham acesso a uma arte verdadeira. No caso de um país com um problema de educação tão sério como o Brasil, é um instrumento social impressionantemente importante”, diz. Para isso, as orquestras deveriam sair mais dos teatros para fazer concertos ao ar livre, por exemplo.
De acordo com Colarusso, nesse processo pedagógico, os regentes são curadores. Eles devem compreender o que a comunidade deve ouvir, selecionar obras variadas e incluir o repertório brasileiro para fornecer uma visão completa da música erudita para o público – para o maestro, um instrumento de compreensão histórica. “A im­­portância de um maestro ou uma orquestra é maior aqui do que num país de primeiro mundo”, afirma Colarusso, que se diz decepcionado com regentes brasileiros “sem visão social” em suas atuações. “O Brasil está precisando de maestros que tenham visão didática, mais do que de grandes estrelas da regência.”

Causas

Quando críticas vêm à tona, é natural que Colarusso fale sobre a crise na Orquestra Sinfônica Brasileira – em sua opinião, um episódio que contribui para a antipatia em relação à música erudita no Brasil. Por solidariedade a amigos músicos que foram demitidos e por considerar injustas as ações dos gestores da orquestra, o maestro abraçou a causa. “Estou num ponto da minha vida em que não tenho medo de nada. Estou com 53 anos de idade, já regi mais de 500 concertos, e não vou sofrer se não reger algum concerto de alguma orquestra dirigida por essas pessoas”, diz. O maestro conduziu, em 30 de abril, um concerto de protesto dos músicos demitidos. “Se alguma vez na minha vida eu não tive certeza de que era uma pessoa útil, sei que nesse dia eu fui”, diz, ao lembrar que se virou para a plateia para reger o “Hino Nacional”.
Esse é o principal projeto de Colarusso: ser útil. É o que diz sentir quando percebe que está fazendo diferença na vida musical da cidade e da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) – seu principal trabalho de regência atual. Ou quando prepara o material que apresentará no rádio. “Meu objetivo sempre é alertar as pessoas de que o conhecimento pode melhorar muito a vida delas”, explica o maestro, que diz ter, hoje, objetivos mais concretos em relação à satisfação pessoal do que à carreira, ao contrário de cerca de dez anos atrás.
“Eu não tenho filhos, nem religião – apesar de não ser desprovido de espiritualismo. Acho que o que posso garantir para mim é fazer alguma coisa útil para quem quer que seja. Preencho minha vida com coisas úteis”, diz. “Quero passar as coisas para frente.”


fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog 


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